Morador lamenta que área do Centro atingida por deslizamentos não tenha atenção das autoridades

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
por Jornal A Voz da Serra

José Carlos Roza, militar, mora na Rua Portugal, Centro. Como seu prédio não tem garagem, deixava seu Fiat Siena, verde, ano 2000, avaliado em R$ 14 mil, estacionado na Rua Cristina Ziede, também no Centro. Na noite de 11 de janeiro passado, por não ter achado vagas naquela rua, o deixou um pouco antes, na Rua Juvenal Namen. O resultado foi o soterramento do automóvel pela grande barreira que deslizou, inclusive derrubando um prédio no local e fazendo vítimas fatais. José Carlos lamenta que, além da perda de um bem, seu carro ainda foi depenado. Nem o dono de um ferro velho se interessou mais pelo veículo. Ou o que restou dele. Foram levados as quatro rodas, o estepe e o rádio, entre outras partes.

O carro de José Carlos – como outros no local – ficou soterrado quatro dias e depois de encontrado foi removido para o lado do prédio Monte Carlo (aquele da esquina das ruas Augusto Spinelli e José Namen, que está interditado). Nesse local onde foi deixado é que houve o furto. O militar garante que também houve furtos em residências ali.

José Carlos crê que numa área de catástrofe como aquela, no centro da cidade, deveria haver mais atenção das autoridades, principalmente da polícia, justamente para evitar o que houve. Ele frisa que não reclama de nenhum valor – até porque, por estar vivo, dá graças a Deus – mas pelo sentimento de abandono pelas autoridades, que só se fizeram presentes durante as escavações. Depois de liberadas as ruas, simplesmente desapareceram do local. Alguns moradores voltaram para suas casas, numa área de risco, enquanto outros – que têm boa condição financeira – contrataram segurança particular. José Carlos lamenta ainda o ser humano que se aproveita da desgraça dos outros para auferir alguma vantagem.

Chateado com a ausência das autoridades – principalmente policiais - daquela área central da cidade, José Carlos comentou que o local virou romaria de curiosos diariamente. “É um turismo mórbido. Até gente do Rio e de outras cidades vêm ver isso aqui”, finalizou.

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