Na última semana, micros e pequenos empresários lotaram o salão da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Nova Friburgo (Acianf). Na ocasião, além dos empresários e do suplente de Senador, Olney Botelho, o presidente da entidade, Cláudio Verbicário, recebeu o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio de Janeiro, Julio Bueno, e o diretor-presidente do Investe Rio, Maurício Chacur.
O presidente da Acianf abriu a reunião agradecendo a oportuna visita do secretário, do diretor do Investe Rio, assim como das demais autoridades e empresários presentes. Logo em seguida expôs sua preocupação primordial: como sobreviverão as micro e pequenas empresas após o 12 de janeiro? De acordo com Cláudio Verbicário, normalmente as pequenas indústrias do município produzem e elas mesmas comercializam seus produtos - e também vendem o que produzem para o comércio. “É um complexo de atividades. Essa economia tem que ser alimentada”, disse.
Como alternativa, ele sugeriu que as compras realizadas pelo governo estadual, na medida do possível, sejam feitas em Nova Friburgo. “Recentemente recebi um telefonema da Associação Comercial de São Paulo indagando como poderiam ajudar a população friburguense, e eu sugeri que eles enviassem os recursos e aqui nós faríamos as compras no comércio da cidade. Seriam, então, duas formas de ajuda: com recursos e compras dos fornecedores locais”, frisou Verbicário.
No momento, este é o principal pleito da Acianf, entidade que congrega todos os segmentos empresariais do município, juntando forças com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado para reconstruir o município e região. Julio Bueno afirmou que objetivo de sua visita à Associação Comercial era esclarecer dúvidas, ouvir sugestões e propostas dos micros e pequenos empresários. Disse ainda que sua maior prioridade no momento é viabilizar o mais rápido possível o recebimento dos empréstimos a serem disponibilizados pelo BNDES. Cem mil para capital de giro e R$ 2 milhões para investimentos. “No princípio, o governo federal colocaria à disposição dos empresários dos municípios afetados pelas chuvas R$ 50 mil para capital de giro e R$ 500 mil para investimentos. O governo estadual conseguiu aumentar consideravelmente esses valores e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico está lutando para reduzir a burocracia envolvida na concessão desses empréstimos”, concluiu Julio Bueno.

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