Meus 60 anos, muito bem comemorados

terça-feira, 09 de fevereiro de 2010
por Jornal A Voz da Serra

Max Wolosker

Dia sete de fevereiro foi o dia do meu aniversário e como era uma data marcante convidei amigos e familiares, para comemorarmos juntos meus 60 anos. Uma vida, que valeu a pena ser vivida, com as alegrias e as tristezas da existência de qualquer mortal, cujo balanço final foi positivo. Festa irretocável no salão social do Sesi, onde reuni amigos de infância e de longa data e cujo discurso de abertura gostaria de compartilhar com os meus leitores:

“Boa noite meus amigos, sejam bem vindos. Gostaria que vocês soubessem que foram escolhidos com muito carinho, pois nesses últimos 60 anos fizeram, em algum momento, ou ainda continuam fazendo parte da minha vida

Infelizmente, minhas primeiras amigas da infância não puderam vir, uma seguindo o ditado popular virou criança e foi para a Disney; outra se esquecendo da idade levou um tombo e quebrou o ombro e a terceira teve que ficar em São Paulo cuidando da filha grávida que também levou um tombo e torceu o tornozelo.

No entanto, tive a felicidade de reunir aqui pessoas que conheço de longa data como meus amigos da adolescência que foram contemporâneos meus no São Bento, dirigido com mãos de ferro, mas carinhosas pelo velho Lourenço. Foram sete anos juntos, que marcaram nossas vidas, além do Cesar Serejo, que eu não via há exatos 36 anos e que veio de Serra, no Espírito Santo, para me dar um abraço. Meus amigos da primeira faculdade, a de Medicina da UFF (aliás aqui abro um parêntese para agradecer a Geraldo Amaral que veio de Goiânia, especialmente para a festa) e aqueles da segunda, a de jornalismo da Candido Mendes, que deu como fruto, entre outros uma filha por afinidade para mim e Oneli, a minha querida Ana Paula. Aliás, já rendeu uma neta porque ano passado chegou a Maria Vitória. Meus amigos de trabalho, heróis como eu dum sistema falido chamado INSS e sua perícia. E, finalmente, meus amigos de longa data também, aqui de Friburgo, que por ser uma cidade muito grande, limita nossos encontros, mas quando conseguimos nos reunir temos tempo para colocar os assuntos em dia. Sem esquecer a minha família aqui representada em grande número, seja do lado materno como do paterno. Aliás, meu pai morreu muito cedo, com 46 anos de idade e naquele momento, eu com 21 anos pensei: “to lascado o velho vai fazer uma falta danada e pelo visto eu não devo chegar aos 50”. Fisicamente ele realmente fez muita falta, mas espiritualmente não, pois me ajudou um bocado no início da minha vida profissional. Para mim é motivo de muito orgulho ser um Wolosker no sobrenome e um Zauli Machado na linha genealógica.

Para finalizar gostaria de agradecer a minha mãe, que numa noite entre final de maio e princípio de junho de 1949 caprichou na minha produção, razão maior para eu estar aqui com vocês, a minha ex-mulher, que por motivos de força maior não pôde vir, mas que me deu dois filhos maravilhosos, Max e Ricardo, e a Oneli, minha esposa que terá a árdua missão de me aguentar na velhice e desde já será canonizada ou como Santa Oneli ou como N.S. da Provação. E um agradecimento especial a Laercio Ventura, diretor-presidente do jornal A Voz da Serra, carinhosamente apelidado por mim de A Voz que Berra, que teve a coragem de me acolher e publicar meus primeiros artigos como estagiário do jornal e por ser corajoso mesmo, ainda insiste em publicá-los.

Como já disse, todos vocês são parte da minha vida e espero podermos nessa festa desfrutar de bons momentos juntos que contribuam para manter nossa amizade por muitos anos mais.”

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