Marcelo Braune: “Serei um vice ativo no governo”

Vice-prefeito eleito conversou com a reportagem de A VOZ DA SERRA instantes após o término da apuração
terça-feira, 04 de outubro de 2016
por Márcio Madeira
(Foto: Henrique Pinheiro)
(Foto: Henrique Pinheiro)

Ainda no calor da emoção, instantes após ser confirmado como novo vice-prefeito eleito de Nova Friburgo, o tabelião Marcelo Braune conversou com a reportagem de A VOZ DA SERRA no estúdio da Rádio Nova Friburgo AM.

A VOZ DA SERRA: Qual é a emoção deste resultado?
Marcelo Braune: É uma emoção muito grande. Porque já venho há muito tempo tentando fazer algo por Friburgo, dentro da minha área de atuação, que é a imobiliária. Durante anos e anos venho tentando, junto às administrações municipais, estabelecer um programa de desenvolvimento imobiliário, de regularização de imóveis de expansão urbana em áreas rurais... Toda a questão de regularização, desenvolvimento e desburocratização imobiliária é a minha área de conhecimento. Eu sempre quis, e agora, tendo sido eleito, será exatamente o que vou fazer. Não vou descansar, arrumar a casa, nada disso. No primeiro dia útil de governo já vou começar a trabalhar para resolver todos os assuntos relativos à área imobiliária. Esse é meu ponto de honra. E outra coisa importantíssima é estar com essa equipe.

A população pode esperar um vice bem ativo, então?
Com certeza. Eu não quero e não vou ter nenhuma secretaria. Meu compromisso é o de ser um vice-prefeito ativo, atuando em vários setores. Porque a nossa ideia é fazer um governo diferente. Não era uma promessa de campanha não, isso é algo que temos em mente desde que começamos a conversar, há cerca de dois anos, eu, Renato Bravo, Jairo Wermelinger, Olney Botelho e Comte Bittencourt: ter um governo em equipe. Todas as decisões serão tomadas como se fosse um colegiado, partindo do princípio que várias cabeças pensam melhor do que uma. Até porque hoje não temos muitas possibilidades de obter dinheiro junto ao governo federal e ao governo estadual. Nós temos que inventar, temos que criar. A primeira coisa a ser feita será enxugar a máquina, para que seja possível fazer uma economia grande do dinheiro que está indo para o ralo, que está sendo colocado em coisas desnecessárias. Nós temos que acabar com isso, temos que fazer uma economia grande da máquina pública, e ao mesmo tempo temos que buscar novas formas de arrecadar. E buscar essas formas é próprio da nossa natureza, nós temos esse perfil que nos dá, por exemplo, a possibilidade de vender Nova Friburgo em termos turísticos. O turismo é a indústria que dá o maior retorno a partir do investimento feito. Ele repercute na geração de emprego, tem um grande efeito social, em segurança, enfim, afeta tudo. A partir do momento em que se começa a arrecadar com o turismo, passa a haver recursos para investir nas áreas essenciais de mobilidade urbana, de saúde, de educação, e assim se resolvem problemas sociais, de segurança, porque uma coisa está atrelada a outra. Isso é o que nós queremos e vamos fazer por Nova Friburgo.

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