A calçada do fórum de Nova Friburgo foi palco de um protesto diferente esta semana. Um grupo de pessoas ligadas a entidades protetoras dos animais promoveu uma manifestação na tarde da última terça-feira, 23, pelo fim da realização de rodeios na cidade. Munidos de faixas e cartazes com frases de repúdio a este tipo de evento, o protesto atraiu a atenção de quem passava pelo local para a questão dos maus-tratos aos animais.
A data da manifestação não foi escolhida por acaso e foi motivada por uma audiência que ocorreria às 15h30, na 2ª Vara Cível, referente a uma ação pedindo a proibição de rodeios em Nova Friburgo. Segundo um dos manifestantes, a audiência não ocorreu porque o Ministério Público não havia tomado ciência da decisão do juiz, que determinou as provas a serem produzidas, entre outras questões.
O processo será agora encaminhado ao Ministério Público para que o promotor de Justiça se manifeste sobre a decisão do magistrado. Só então será marcada nova data para a audiência. “O promotor se mostrou bastante acessível e determinado a combater os rodeios na cidade. Juntou mais de mil páginas de documentos a respeito do assunto, o que demonstra seu interesse”, disse outra manifestante, que preferiu não se identificar.
O protesto foi uma iniciativa do núcleo local da Sociedade Vegetariana Brasileira, do grupo Ativistas Independentes e do Instituto Univida de Proteção Animal. Este último também esteve engajado num movimento realizado em 2008 na cidade pela elaboração de um projeto de lei municipal proibindo a utilização de animais em rodeios e espetáculos circenses no município. Na ocasião foi feito abaixo-assinado que coletou mais de mil assinaturas de moradores de vários pontos da cidade.
Vale destacar que já existe uma lei estadual e outra federal que trata da proibição de animais em circos. A fiscalização está a cargo do Ibama e entre as penalidades estão o pagamento de multa e até a suspensão das atividades. Resta aguardar que a proibição passe a valer também para os rodeios, que costumam expor os animais a situações de sofrimento, estresse e maus-tratos, conforme destacaram os ativistas.

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