Lixo fora do lixo

sexta-feira, 19 de junho de 2015
por Jornal A Voz da Serra
DESDE MARÇO do ano passado está em vigor lei municipal de autoria da vereadora Vanderléia Pereira Lima que prevê multa de 100 reais para quem jogar lixo nas ruas da cidade. A nova lei segue o exemplo da prefeitura do Rio de Janeiro e de muitas outras cidades brasileiras, que vem aplicando a operação Lixo Zero com sucesso.

Nem a multa de R$ 100 consegue impedir o desleixo
A POPULAÇÃO abraçou esta ideia e, de acordo com opiniões de friburguenses, conforme verificado em diversas edições de A VOZ DA SERRA, a medida deveria ter sido implantada há mais tempo, a exemplo de outras de caráter ambiental, como a redução das sacolas plásticas no comércio. Mas nem todos colaboram com este conceito civilizado, saudável e politicamente correto.  

CADA CHUVA forte que cai na cidade traz, na enxurrada um dos grandes causadores de entupimentos, sujeira e poluição — as sacolas plásticas. São elas responsáveis por transtornos que até agora continuam a tornar o meio ambiente um assunto sério, que preocupa governos, empresas e cidadãos.

UMA DAS mais expressivas decisões para as ações de sustentabilidade vem sendo tomada por supermercados brasileiros banindo ou minimizando a utilização de sacolas plásticas em todos os seus estabelecimentos. Muitos países e cidades tomaram providências semelhantes. Grandes redes de varejo nos Estados Unidos estão premiando com dinheiro ou créditos a iniciativa de consumidores que carregam suas próprias sacolas reutilizáveis.

OS AVANÇOS da política ambiental brasileira beneficiam de fato Nova Friburgo, incentivando a um maior cuidado com o rico patrimônio natural que o município possui. O cuidado com o lixo é uma extensão da preocupação da sociedade com a melhoria da qualidade de vida e com a preocupação de deixar um mundo melhor e mais limpo para os nossos descendentes.

O LIXO reciclado em Nova Friburgo ainda é um sonho e está distante das atitudes ambientalmente corretas desejadas por todos. Por questões diversas, da falta de interesse individual à coleta seletiva por todos os bairros, o rigor na fiscalização e à implantação de lixeiras, o município ainda não se adequou à nova prática. Para uma cidade com forte vocação turística e ecológica, tal atitude ampliaria ainda mais a imagem de Friburgo por sua qualidade de vida.

MAIS QUE a multa prevista para os “sujões”, a partir da educação ambiental, pode-se colaborar bastante para esta tomada de consciência. Porém, cabe aos governantes a tarefa de liderar esta mudança, oferecendo alternativas que beneficiem a população, ao tempo em que cria mecanismos mais eficientes de proteção ao meio ambiente. É uma tarefa para agora.

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