O reajuste de 7,72% concedido pelo governo federal aos aposentados e pensionistas da Previdência Social para todos os benefícios acima do salário mínimo também é garantido aos trabalhadores que saíram da ativa em 2009. Para estes, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) creditará nos próximos benefícios os atrasados, que variam de R$ 173,13 a R$ 305,15. O dinheiro extra sairá para mais de um milhão de recém-aposentados em todo o país, que terão reajuste proporcional aos 7,72%, de acordo com o mês em que obteve a aposentadoria, ou seja, entre 7,72% para benefícios concedidos em janeiro de 2009, e 4,38% para aqueles que entraram na inatividade em dezembro. Quem se aposentou recebendo o mínimo de R$ 514,90 terá direito a atrasados de R$ 27,69 a R$ 48,81.
Em Nova Friburgo a associação dos aposentados do município festeja a concessão do novo reajuste para os segurados, mas ainda briga pela reposição das perdas acumuladas desde a implantação do fator previdenciário, criado há 11 anos pelo ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, com o intuito de inibir as aposentadorias precoces e tentar reduzir o rombo nos cofres da Previdência, que já somam mais de R$ 50 bilhões neste ano. O fator previdenciário, que reduz os benefícios conforme a relação com tempo de contribuição, idade e expectativa de vida do segurado, foi mantido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O vice-presidente da Associação dos Aposentados de Nova Friburgo, Sylvio Teixeira, e seu secretário, José Rezende de Medeiros, prometem fazer coro na briga encabeçada pela Federação dos Aposentados do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), em prol da reposição das perdas, aderindo a um manifesto que tentará sensibilizar o governo a instituir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência Social, a fim de investigar os prejuízos causados aos segurados com o fator previdenciário.
“Hoje mais de 250 mil aposentados no Brasil que contribuíram a vida inteira com tetos maiores já recebem apenas um salário mínimo por causa do fator previdenciário que garfa os benefícios. Isso é um desrespeito com os previdenciários. Esse fator tira cerca de 30% do benefício de quem vai se aposentar”, sustenta Sylvio e José Rezende, que representam dois mil associados de um total estimado em 20 mil aposentados friburguenses.

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