Índice de criminalidade de Friburgo se manteve estável no último ano

Crescimento mínimo dos indicadores contrasta com o aumento da violência em outras cidades turísticas, diz PM
sábado, 20 de outubro de 2018
por Paula Valviesse (paula@avozdaserra.com.br)
Índice de criminalidade de Friburgo se manteve estável no último ano

 

Em comparação com 2017, Nova Friburgo apresenta este ano, até o momento, um crescimento mínimo nos indicadores de criminalidade. Segundo o comandante do 11º BPM, coronel Eduardo Vaz Castelano, no último trimestre (julho, agosto e setembro), as metas para o município se mantiveram estáveis. Houve aumento de apenas um caso no indicador de letalidade violenta - que engloba homicídio doloso, latrocínio (roubo seguido de morte), auto de resistência e lesão corporal seguida de morte - em agosto. Em contrapartida, registrou-se menos quatro casos de roubo de rua no período.

De acordo com Castelano, a manutenção dos resultados obtidos em 2017 é uma grande conquista para o município de Nova Friburgo, uma vez que no ano passado o 11ºBPM bateu todas as metas estabelecidas pela Secretaria de Segurança para redução da criminalidade: “Existe uma discrepância mínima nos registros de 2018 para 2017, mas estamos trabalhando na manutenção dos resultados, uma vez que o ano passado foi excelente, conseguimos bater todas as metas, fomos a única área do interior do estado a conseguir apresentar essa redução no primeiro semestre e fechamos o ano com ótimos resultados”, explica Castelano.

Enquanto outras cidades turísticas com menos de 200 mil habitantes, como Cabo Frio (aproximadamente 140 mil) e Angra dos Reis (cerca de 170 mil) sofrem com a onda de violência que já não se restringe apenas a região metropolitana do Rio de Janeiro, Nova Friburgo, com quase 190 mil habitantes, registrou em julho três casos de letalidade violenta; um caso de roubo de veículo; e seis de roubo de rua. Em 2017 foram também três casos de letalidade violenta; não houve registro de roubo de veículo; e nove casos de roubo de rua.

Em agosto dois indicadores apresentaram alta: letalidade violenta, com quatro casos este ano contra três em 2017 e roubo de veículo, com um caso registrado. Em contrapartida os registros de roubo de rua caíram de dez para seis.

Em setembro, o batalhão fechou o mês com a mesma quantidade de casos de letalidade violenta (três); apenas um registro de roubo de carro, quando em 2017 foram dois no mesmo período; ficou acima da meta por seis registros a mais de roubo de rua que em 2017, quando foram contabilizados 13 casos.

Na visão geral, foram dez casos de letalidade violenta contra nove no ano passado; três roubos de carro contra dois em 2017; e 31 registros de roubo de rua, quando no mesmo período a cidade teve 32.

Este mês, até a última quinta-feira, 18, foram contabilizados no município, segundo o comandante, um caso de letalidade violenta e sete roubos de rua. A expectativa do coronel é de que, assim como vem ocorrendo nos meses anteriores, o batalhão cumpra a meta, ficando abaixo dos dois casos de letalidade violenta e 13 casos de roubos de rua e nenhum roubo de carro, registrados em 2017.

“Nosso objetivo é reduzir ainda mais. Para isso estamos dando continuidade ao policiamento implementado no ano passado e trabalhando com a análise diária da mancha criminal. Dessa forma, orientamos a atuação das equipes nas áreas de maior necessidade. Sabemos que existe uma migração, quando reprimimos um determinado crime em uma área, existe a possibilidade de migração para uma outra área ou até mesmo para um diferente tipo de crime. Com a análise diária conseguimos identificar essa questão e alocar o policiamento de forma efetiva”, observa o comandante.

Cenas de violência em Cabo Frio e Angra assustam moradores

Na semana passada Cabo Frio, na Região dos Lagos, parou por conta de um tiroteio entre policiais e suspeitos de envolvimento com o tráfico no bairro Boca do Mato. Barricadas foram montadas nos acessos à localidade e linhas de ônibus tiveram a circulação  interrompida por conta da onda de violência.

Em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, o prefeito da cidade decretou estado de calamidade pública, em agosto. O motivo foi a disputa territorial entre traficantes de facções rivais, que já vem há algum tempo assustando os moradores, com conflitos intensos e aumentos dos casos de violência.

 

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