Incubadora de empresas da Uerj abre novo edital para seleção de projetos

quinta-feira, 06 de agosto de 2009
por Jornal A Voz da Serra

Para muitos o termo ainda é estranho, mas as incubadoras de empresas fazem parte de um movimento que tem promovido e colaborado com o desenvolvimento do empreendedorismo no país. Trata-se de um mecanismo que visa possibilitar a promoção e o estímulo à criação de micro e pequenas empresas. O nome vem de uma analogia com as incubadoras neonatais, mas, neste caso, ocorre o apoio técnico e gerencial para as empresas, a fim de se fortificarem e saírem para o mercado de forma a sobreviverem sozinhas. Em Nova Friburgo esse trabalho é desenvolvido pela Origem – Incubadora de Empresas Inovadoras, localizada no Instituto Politécnico da Uerj (Rua Alberto Rangel, s/n, Vila Nova).

Dados do Sebrae mostram que as micro, pequenas e médias empresas constituem cerca de 98% das empresas existentes, empregam 60% da população economicamente ativa e geram 42% da renda produzida no país e contribuem com 21% do Produto Interno Bruto (PIB). O lado negativo desta história é que quase 50% das novas empresas, após dois anos de existência, vão à falência por diversos motivos, sendo os mais comuns a falta de acesso ao crédito, a alta carga tributária, a ausência de perfil empreendedor do gestor e a má administração dos negócios, na maioria das vezes causadas por desconhecimento técnico e gerencial.

É aí que as incubadoras de empresas se encaixam. Comparado a essa situação, o ambiente de uma incubadora é mais que desejável para as empresas nascentes, considerando que, além do apoio técnico e gerencial, há sinergia criada pela concentração de empreendedores que têm como meta o sucesso empresarial. No Brasil, estimativas já apontam que a taxa de mortalidade das micro e pequenas empresas que passam pelas incubadoras também fica reduzida a níveis comparáveis aos europeus e americanos. “Segundo dados da Anprotec (associação que congrega as incubadoras de empresas no país), a taxa de mortalidade é de apenas 20% frente a um percentual inversamente proporcional para as empresas que estão no mercado”, afirma Luiz Borges, gerente da Origem.

A Origem, ao longo dos seus 14 anos de existência, não foge a esta regra e vem contribuindo para a transformação de empresas que, se estivessem no mercado, já poderiam ter fechado suas portas. Hoje este programa vem dando apoio a 13 diferentes projetos empresariais, sendo que boa parte das empresas foram selecionadas na primeira etapa do Programa Prime e tem grandes chances de obter recurso não reembolsável.

Agora em 2009, baseada em edital que possibilita a incubação de novos projetos, a Origem oferece vagas para oito empresas incubadas (sediadas na incubadora), oito empresas associadas (não sediadas na incubadora) e 12 empreendimentos pré-incubados. Este edital, assim como o anterior publicado em 2007, é dividido em dois cronogramas distintos. Para este processo seletivo, o primeiro cronograma visa atender exclusivamente as empresas selecionadas na primeira fase do Prime, do Ministério da Ciência e Tecnologia, junto com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Já o segundo cronograma poderá receber empreendimentos diversos, sendo que a grande diferença ficará por conta da proposta de que alunos da Uerj também possam apresentar seus projetos para a pré-incubação, com valores subsidiados. Poderão se inscrever como candidatos pessoas físicas ou jurídicas interessadas em desenvolver um projeto inovador.

“Todo suporte é indispensável. Especialmente no caso dos projetos de pré-incubação estes ajudam o empreendedor na análise de viabilidade técnica e comercial do empreendimento. Isso com certeza poupa muitos empresários de um alto investimento sem saber a real viabilidade do projeto. A pré-incubação permite ao empreendedor participar de cursos gerenciais oferecidos pela incubadora, assim como a consultorias de mercado”, frisa Luiz Borges.

Segundo Borges, ao longo do trabalho que vem sendo desenvolvido, tem sido constante a percepção da maior necessidade de se oferecer apoio a projetos que, em determinado momento, não estão devidamente estruturados nas questões técnico-financeiras. “Percebemos empreendimentos com grande potencial, mas ao mesmo tempo observa-se a dificuldade dos empreendedores em obter suporte gerencial e técnico para a montagem de seus planos de negócios. Este fato acaba por impossibilitar a entrada destes novos projetos na incubadora, e que muitas vezes levam empreendedores a desistir de seus objetivos. Por isso a importância da pré-incubação”, conclui Luiz Borges.

O edital 01/2009 já pode ser acessado no site www. nd2tec.iprj.uerj.br, onde o empreendedor tem acesso também à ficha de inscrição. Informações complementares através do e-mail origem @iprj.uerj.br, pelo telefone 2533-2263, ramal 315, ou através de visita à incubadora, em horário comercial.

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