Incidência de catapora aumenta, mas não pode ser considerada surto

quinta-feira, 23 de setembro de 2010
por Jornal A Voz da Serra

Eloir Perdigão

O aumento de casos de crianças acometidas por catapora gerou comentários de que estaria havendo um surto da doença na cidade. No entanto, a equipe da Vigilância Epidemiológica da Fundação Municipal de Saúde considera os números normais nesta época de frio, principalmente no fim do inverno e início da primavera.

O levantamento da Vigilância Epidemiológica leva em consideração apenas os atendimentos do Hospital Municipal Raul Sertã, pois os hospitais particulares não são obrigados a repassar as notificações, já que a doença é considerada benigna. Além disso, muitos casos nem chegam aos hospitais, sendo tratados em casa mesmo. São estes os números de casos: janeiro e fevereiro – 6; março – 2; abril – 10; maio – 4; junho – 23; julho – 51; agosto – 77; e setembro (até dia 21) – 78.

Varicela é o nome científico da doença, caracterizada por tremendo incômodo, devido à coceira que causa. As manchas vermelhas podem se espalhar por todo o corpo e acabam virando pequenas bolhas. A catapora é imunizante, ou seja, só se tem catapora uma vez na vida. As clínicas particulares dispõem de vacina contra a catapora, a um preço médio de R$ 65, mas a mesma não está disponibilizada na rede pública.

A catapora é mais comum na época de frio, até porque as crianças permanecem mais tempo em locais fechados. A transmissão se dá pelo ar, através do contato com pessoas infectadas. O período de incubação da doença é de 14 a 21 dias e desaparece em cerca de uma semana. Os sintomas são febre baixa e dor de cabeça.

É importante não coçar as lesões. Para aliviar, recomenda-se tomar banho de permanganato, manter as unhas bem cortadas e manter os ambientes bem arejados.

TAGS: