A imprensa no Brasil e seus desdobramentos na era tecnológica

Da fundação da Impressão Régia, em 1808, à Era da Informação no século 21
sábado, 06 de abril de 2019
por Jornal A Voz da Serra
A imprensa no Brasil e seus desdobramentos na era tecnológica
Oficialmente, a imprensa teve seu início no Brasil, em 13 de maio de 1808, com a fundação da Impressão Régia, no Rio de Janeiro, pelo príncipe regente Dom João. A Gazeta do Rio de Janeiro foi o primeiro jornal publicado no Brasil. Seu primeiro exemplar foi lançado em 10 de setembro de 1808.

No início do século 20 , os jornais eram os principais meios de comunicação no mundo. A concorrência era grande e existiam jornais matutinos e vespertinos. Foi um tempo tecnologicamente desafiador para a imprensa
Antes disso, em junho de 1808, começou a circular no Brasil o Correio Braziliense, um jornal clandestino e independente, impresso em Londres, por Hypolito José da Costa (1774-1823). Hypólito, que foi anteriormente diretor da Imprensa Régia, em Portugal, foi perseguido e preso por suas atividades nas "Casas Maçônicas". Foi para Londres depois de fugir da prisão, em 1805.

Até 1808, os portugueses não viam com bons olhos a publicação de material impresso no Brasil, por facilitarem as revoluções. É possível que as primeiras impressões com tipos móveis no Brasil tenham sido feitas no Recife, no século 17, durante o domínio holandês. Existem referências a uma tipografia que funcionou, também em Recife, em 1706, e outra no Rio de Janeiro, em 1747, ambas de curta duração, fechadas por ordem de Portugal.

Com a impressão proibida no Brasil, o século 18 viu a circulação de panfletos manuscritos, muitos anônimos, como os da Conjuração Baiana, do jornalista baiano Cypriano Barata.

A primeira gazeta de propriedade privada, publicada no Brasil, nasceu na Bahia, em maio de 1811, com o nome de Idade d'Ouro do Brazil e circulou até 1823. Na época, o Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, o Conde de Linhares, condicionou sua criação à existência de um revisor, papel aceito pelo Conde dos Arcos.

A censura prévia no Brasil continuou até 1821, quando foi abolida pelo príncipe regente D. Pedro. Mas, a censura retornou em outras épocas do Brasil independente.

No início do século 20, os jornais eram os principais meios de comunicação, em massa, no mundo. A concorrência era grande e existiam jornais matutinos e vespertinos. O século 20 foi tecnologicamente desafiador para a imprensa (censura e perseguição sempre existiram). Os paradigmas da comunicação de massa mudou algumas vezes.

Nos anos 1920, chegou o rádio e não se pagava mais pela notícia. As emissoras precisavam, então, de patrocinadores. Nos anos 1950 chegou a televisão e sua revolução das imagens.

Se o século 20 foi difícil para as empresas de comunicação, o século 21 chega avassalador. A mídia impressa dá seus últimos suspiros. A televisão tem seus dias contados. Em poucos anos, todo o conteúdo da TV será transmitido pela internet para quando e onde os internautas quiserem ver. O Youtube TV foi lançado em março de 2017. No entanto, aguardemos para ver se essas previsões se confimam.

Liberdades

Liberdade de imprensa é a capacidade de um indivíduo de publicar e dispor de acesso a informação (na forma de notícia), através de meios de comunicação em massa, sem interferência do Estado. Embora a liberdade de imprensa seja a ausência da influência estatal, ela pode ser garantida pelo governo através da legislação. Configura censura, a repressão da liberdade de imprensa e expressão.

Sendo livre, a imprensa incentiva a difusão de múltiplos pontos de vista, incentivando o debate e promovendo a troca de ideias de forma a reduzir e prevenir tensões e conflitos. Contudo, é vista como um inconveniente em sistemas políticos ditatoriais, sendo, então, reprimida. Mesmo em um regime democrático, a censura está sempre à espreita e não raro, a imprensa é atacada por grupos que se dizem perseguidos.

Vale esclarecer o que são liberdade de imprensa e “liberdade de expressão”: a primeira corresponde à comunicação através da mídia, como jornais, revistas ou televisão; a segunda se aplica a todas as formas de comunicação como, por exemplo, nas artes.

 

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