Huuuummm! Que cheirinho bom de café!

sexta-feira, 28 de junho de 2013
por Jornal A Voz da Serra
Huuuummm! Que cheirinho bom de café!
Huuuummm! Que cheirinho bom de café!

Quando bebemos café, as ideias marcham como um exército.

(Honoré de Balzac)


Quem resiste ao cheiro de um café fresquinho? Mesmo os não muito fãs da bebida ficam com água na boca quando o aroma invade o ambiente. Consumido em todas as estações, o café se torna irresistível no inverno, dando a sensação de aquecimento, de conforto. 

Uma das bebidas mais consumidas no mundo, o café tem sua origem na África, possivelmente na Etiópia, sendo difundido para o mundo através do Egito. Mas nada disso é certo. As histórias sobre o grão e o preparo do café são muitas e vêm de longas datas. Nós mesmos temos nossas histórias e lembranças para contar sobre ele: o café feito no fogão à lenha e passado no coador de pano nas cozinhas das fazendas, o cafezinho com direito a um breve bate-papo com os colegas de trabalho, o café da manhã feito pela pessoa amada e tomado, a dois, na cama, um fim de tarde com amigos numa cafeteria para colocar a conversa em dia.

Neto de fazendeiro, o barista e empresário Josias Lopes de Macedo Júnior, ou simplesmente "Júnior”, se deixou seduzir pelo café: pesquisou muito, fez cursos e investiu no ramo, sendo dono atualmente de uma cafeteria em Nova Friburgo e duas no centro do Rio de Janeiro. Vire esta página e descubra os segredos de um bom café e o prazer que ele pode proporcionar.

 


Do velho coador de pano à vanguarda dos equipamentos

 

"O café é uma bebida ‘viva’, então, quanto mais próxima a moagem do grão for do preparo e consumo, melhor”

 

Cafezinho, pingado, carioca, americano, média, café curto, longo, breve, cortado, espresso brasileiro, espresso italiano, café com leite, "chafé”, ristretto, mocca, café com panna, com chantilly, macchiato, capuccino, moracchino, café continental, café colonial, café solúvel, café de coador, descafeínado.

Existem muitas maneiras de se tomar um café. A variedade na forma de preparo e uso de equipamentos é grande. Puro, misturado com outras bebidas, acompanhado (com um pãozinho com manteiga, por exemplo) ou não, o café é uma estrela de primeira grandeza na mesa (e nos bares, padarias e cafeterias) de quase todo mundo.

O sucesso desta bebida tem feito com que surjam, a cada dia, mais estudos quanto as suas qualidades, características, variedade dos grãos e modo de preparo.  O barista Josias Lopes de Macedo Júnior, conhecido empresário do ramo em Nova Friburgo, conta que essas pesquisas vêm derrubando velhos conceitos contra o café, principalmente sobre seus malefícios.

"Na verdade, esses estudos vêm comprovando o contrário, que o café é antioxidante, faz bem à saúde. O problema é o costume de se preparar muita quantidade de café e demorar para consumi-lo,  o que causa uma transformação química na bebida, podendo fazer mal à pessoa. O café é uma bebida "viva”, então, quanto mais próxima a moagem do grão for do preparo e consumo, melhor”, explica Júnior, que se formou barista em 2004.

O empresário conta que o café coado — que estava sendo muito discriminado — é, agora, a bola da vez, já que vem surgindo equipamentos especiais, como o Hario V60, que tem um passador com uma estrutura diferente, com linhas espirais e base do coador que permite que a velocidade do líquido seja controlada. Com isso, o café absorve a água durante o tempo necessário, o que proporciona uma bebida muito mais saborosa. "Chega a controlar a acidez”, ressalta. 

Exposta no MoMa (Museu de Arte Moderna de Nova York), o Chemex também está na vanguarda dos equipamentos próprios para se fazer o café. Em um único utensílio, ele une o suporte para o preparo e a jarra. 

"Vale lembrar, entretanto, que não adianta ter um excelente equipamento e usar um grão ruim”, argumenta Júnior. "O ideal é ter um moedor para fazer todo o preparo na hora, mas sei que isso não é viável para muita gente. Mas existem algumas dicas para se tomar um café saboroso, equilibrado e saudável. Pode-se comprar o café em grão e pedir para moê-lo. Mas é preciso reparar se eles são homogêneos, observando se são defeituosos ou de tamanhos muito diferentes, por exemplo, além do ponto de torra. Nunca se deve comprar muita quantidade, seja de grãos ou já moídos e empacotados. Um pacote de 250 gramas desses últimos, por vez, é o ideal. O preço também é um bom indicador, o mais barato geralmente é produzido com grãos de baixa qualidade”, explica.

As premissas básicas para se analisar um bom café são: ser derivados de um solo bem nutrido, com acidez equilibrada, ter grãos colhidos na época certa, ou seja, maduros, e ter um preparo adequado. Mas, é claro, os "simples mortais” que gostam de um bom cafezinho, em casa, no bar ou numa cafeteria, tem apenas o paladar e o olfato (quem resiste ao aroma de um café fresquinho?) para se deliciar com essa bebida apreciada nos quatro cantos do planeta. Mas, que vale se deixar levar pela curiosidade e experimentar as muitas variedades de tipos e preparo do café, ah, isso vale!



CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
TAGS:
Publicidade