Hora de mexer

sexta-feira, 29 de maio de 2015
por Jornal A Voz da Serra
ÀS 9h30 DESTA QUINTA-FEIRA, o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo atingiu a cifra de R$ 833,34 bilhões arrecadados pelo governo de janeiro até agora. Este valor é a mostra de quanto o brasileiro já despendeu em impostos, taxas e contribuições, reforçando a elevada taxação no Brasil, a maior da América Latina e uma das maiores do mundo.

Tributação no Brasil é a maior da América Latina
A CONTA, RATEADA pela população, mostra que o brasileiro já pagou, cada um, R$ 1.208 reais, o que daria para comprar um aparelho de televisão de LED. Em Nova Friburgo o governo já arrecadou R$ 121.412.835. O montante foi registrado 25 dias antes, em comparação com o ano passado. Conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, esse é também o período até o qual os brasileiros trabalham, desde janeiro, somente para custear a máquina pública, recebendo em troca serviços precários e obras pouco visíveis.

NA SEMANA PASSADA, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, garantiu que não há condições de uma redução na carga tributária a curto prazo. No momento em que o país se empenha na aprovação de medidas essenciais para o ajuste fiscal no Congresso, a alternativa pode se mostrar mais longe, de fato, de virar realidade.

AINDA ASSIM, os brasileiros não têm como continuar arcando com uma carga tributária que favorece excessivamente o governo federal, prejudica estados e municípios, e não assegura contrapartidas adequadas aos contribuintes. Por isso, depois de ajustar suas contas, o país precisa assumir a sempre relegada reforma tributária como uma de suas prioridades.

DEPOIS DO DESCONTROLE provocado nas contas oficiais, por razões que vão do mau gerenciamento à corrupção, com o consequente abalo na economia, o setor público tem o dever de reequilibrar receita e despesa. Quando a situação chega a esse ponto, o ajuste se torna inevitável, ainda que imponha um elevado custo para a população, que precisa ser compensada mais à frente, não apenas com mais crescimento, emprego e renda, mas também com redução da carga tributária.

APÓS AJUSTAR suas contas, o país precisa promover uma reforma tributária que contemple mais as necessidades de cada unidade da federação e desonere os contribuintes. O movimento deve ser acompanhado de uma adequação da máquina administrativa à realidade atual, com ênfase na melhoria dos serviços públicos. É hora de frear a gastança desmesurada do governo.

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