Hoje é dia de reverência à bandeira

sexta-feira, 19 de novembro de 2010
por Jornal A Voz da Serra
Hoje é dia de reverência à bandeira
Hoje é dia de reverência à bandeira

Henrique Amorim

Muita gente, inclusive crianças e jovens estudantes, não sabe, mas hoje, 19 de novembro, comemora-se o Dia da Bandeira. Não é feriado. Uma pena na opinião daqueles que querem mesmo curtir uma folga a mais no calendário, sem sequer se preocupar com o motivo do ponto facultativo, geralmente uma data de relevância. Mas, constatações à parte, o dia de hoje deve ser de reverência ao símbolo nacional, cuja comemoração acontece nesta data desde 1889, quatro dias após a proclamação da República, através do decreto-lei nº 4, do então governo provisório do antigo Estados Unidos do Brasil.

As cores verde, amarelo, azul e branco recordam as lutas e as vitórias gloriosas do Exército e da armada na defesa da pátria. O governo provisório, porém, havia adotado, inicialmente, como bandeira oficial, o estandarte do Clube Republicano Lopes Trovão, que apoiou a adoção do novo regime de governo, mas, como a bandeira era muito parecida com a dos Estados Unidos, acabou sendo substituída quatro dias após a proclamação pelo marechal Deodoro da Fonseca.

As quatro cores simbolizam ainda a perpetuidade e a integridade entre as nações. A bandeira brasileira mantém a tradição das antigas cores nacionais: o verde e o amarelo. A bandeira nacional foi projetada por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares. Ela foi inspirada na bandeira do Império, elaborada pelo pintor francês Jean Baptiste Debret, e a inscrição Ordem e Progresso, em substituição à coroa imperial, inspirada na fórmula máxima do positivismo: “O amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim”.

A esfera azul celeste da bandeira nacional reverencia ainda com estrelas os 27 estados da federação, incluindo o Distrito Federal. Diz-se ainda que suas quatro cores representam também, simbolicamente, as famílias reais posteriores a D. Pedro I, idealizador da bandeira do império. Depois as cores ganharam novo significado popular: o verde, as matas; o amarelo, as riquezas; o azul, o céu; e o branco, a paz.

Entre as curiosidades sobre a bandeira brasileira, cabe ressaltar que a primeira bandeira republicana do Brasil foi bordada por Flora Simas de Carvalho, num tecido de algodão e a segunda em seda. O primeiro hasteamento oficial foi na solenidade de adoção da bandeira como símbolo nacional na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Até hoje a bandeira nacional é facilmente vista tremulando em panóplias de prédios oficiais, órgãos da administração pública, espaços públicos e até mesmo privados.

O hasteamento da bandeira nacional em ocasiões oficiais deve se dar sempre a partir das 8h e seu arriamento até as 18h, não devendo ficar exposta à noite, a não ser que seja bem iluminada. O hasteamento da bandeira deve acontecer sempre em solenidades festivas ou em ocasião de luto (hasteamento a meio mastro). Nas escolas de Nova Friburgo, a execução do Hino Nacional já acontece (vale destacar que em algumas delas) uma vez por semana, por força de lei municipal, mas o hasteamento da bandeira ainda não é uma tradição em nossos educandários.

Bandeiras: uma tradição friburguense

Devido a sua multicolonização, Nova Friburgo pode orgulhar-se por valorizar as bandeiras dos dez povos que participaram de sua criação: os coirmãos suíços, alemães, italianos, libaneses, húngaros, austríacos, espanhóis, portugueses, japoneses e pan-africanos. Todas as bandeiras destes povos são comumente hasteadas nas panóplias da cidade, junto às do Brasil, estado e município. As colônias também chamam a atenção ao reverenciarem seus antepassados com solenidades na Praça das Colônias, no Suspiro, e em cerimônias oficiais de hasteamento das bandeiras de todas as colônias, do Brasil e do Estado do Rio de Janeiro.

Recentemente a Prefeitura substituiu todas as bandeiras nas panóplias friburguenses, que figuram ainda como uma referência local.

“Dificilmente se vê em demais cidades tantas bandeiras hasteadas, principalmente de nações estrangeiras, ajudando a compor um cenário multicolorido na cidade”, observa o turista Antônio de Alencar, que fez questão de incluir a panóplia da ponte da Rua Sete de Setembro no seu roteiro de fotos turísticas de Nova Friburgo durante visita com a família ao município.

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