Friburgo segue gerando empregos com carteira assinada

Em abril, município ficou em 2º lugar no estado em criação de vagas formais: 404, sobretudo na indústria
quinta-feira, 31 de maio de 2018
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
Movimento na Avenida Alberto Braune (Arquivo AVS)
Movimento na Avenida Alberto Braune (Arquivo AVS)

Nova Friburgo continuou gerando empregos com carteira assinada em abril. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, foram abertas 404 postos de trabalho formais na cidade. É o melhor resultado para um mês nos últimos cinco anos.

O desempenho positivo foi puxado pela indústria, que gerou 156 contratações, seguida da construção civil (94) e do comércio (78). Serviços e a administração pública também contribuíram com o bom número, contratando, em média, 30 pessoas cada.

Os quatro primeiros meses deste ano geraram 936 vagas. Esse número é 56% maior que as 599 contratações realizadas no mesmo período do ano passado. Em 2017, o mercado de trabalho no município voltou crescer, depois de dois anos seguidos no negativo, demitindo mais do que contratando.

As contratações com carteira assinada também aumentaram no estado. Foram abertos 7,3 mil novas vagas, geradas, sobretudo por serviços (3.794 mil), comércio (2.240 mil) e construção civil (799 postos). Os melhores desempenhos foram registrados pela capital, seguida por Nova Friburgo, Queimados, Volta Redonda e Niterói.

O mesmo ocorreu no país. De acordo com o Caged, no mês de abril foram criados 115.898 novos postos de trabalho no Brasil. Com o resultado, o saldo de empregos ficou positivo pelo quarto mês consecutivo no país e chega ao final do primeiro quadrimestre de 2018 com 336.855 empregos criados.

“O mercado de trabalho está se recuperando e os empregos estão voltando no estado do Rio de Janeiro. Vamos continuar os esforços para que 2018 seja um ano de total recuperação e de crescimento econômico no estado e no país”, disse o ministro do Trabalho, Helton Yomura, ao apresentar os números na última semana.


Desemprego: 13,4 milhões
 

A taxa de desemprego, porém, continua alta. Nesta terça-feira, o  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o índice recuou para 12,9% no trimestre encerrado em abril. Isso significa que 13,4 milhões de pessoas estão desempregadas no país, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

A taxa ficou um pouco abaixo da registrada no trimestre encerrado em março, de 13,1%, voltando a cair após 3 altas consecutivas. O índice também ficou abaixo do registrado em igual trimestre móvel do ano passado, de 13,6%, quando havia 14 milhões de desempregados.

Para o IBGE, porém, a melhora no índice foi impactada pela menor procura por emprego, e não exatamente à melhora do mercado de trabalho, que tem refletido a fragilidade e instabilidade da atividade econômica brasileira, em meio à um cenário de incertezas que afeta a confiança dos agentes econômicos.

 

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