A força das pequenas

quarta-feira, 04 de maio de 2016
por Jornal A Voz da Serra

ESTIMATIVA de analistas financeiros mostra que o PIB (Produto Interno Bruto), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, neste ano, revela a manutenção negativa de crescimento. A estimativa para a queda do PIB foi alterada de 3,88% para 3,89%, na décima quinta piora consecutiva. Para 2017, a estimativa subiu de 0,30% para 0,40%, no segundo ajuste seguido. 

A ESTIMATIVA para a queda da produção industrial passou de 5,80% para 5,83%, este ano. Para 2017, a projeção de crescimento foi ajustada de 0,54% para 0,50%. As informações constam de publicação semanal do Banco Central elaborada com base em projeções para os principais indicadores da economia.

IMPORTANTES dados para compreender o crescimento econômico, tais avaliações servem para empresas e para trabalhadores. Para os primeiros, indicam a perspectiva de demanda pelos seus produtos; para os segundos, têm a ver com a disponibilidade de emprego e com as expectativas salariais do mercado de trabalho. 

COM AS projeções surgem também os debates e discussões sobre o crescimento do país, com ênfase para o papel das micro e pequenas empresas (MPEs) no Brasil, e os temas são conhecidos: crédito, desenvolvimento regional e cadeias produtivas. As MPEs mostram resistência na atual crise econômica brasileira e, malgrado as dificuldades, continuam segurando a economia e o emprego no país.

O MERCADO interno brasileiro responde à crise consumindo produtos principalmente das MPEs, mantendo assim aquecida a economia e expandindo-a em muitos setores. Nova Friburgo se encaixa neste contexto, pois sua economia está calçada nas micro e pequenas empresas e os resultados até agora têm sido relativamente bem sucedidos.

É LOUVÁVEL o esforço das MPEs para garantir a retomada do crescimento econômico do Brasil. Responsável por grande parcela da população ativa, as empresas nacionais mostram que o esforço vale a pena, superando assim a descrença de muitos quanto ao desempenho brasileiro. É a grande resposta das pequenas empresas ao desafio da economia. 

O SUCESSO das MPEs, no caso friburguense, deve, contudo, ser acompanhado de esforço governamental no sentido de oferecer vantagens para a implantação de novas empresas e uma política fiscal que possa beneficiar as já existentes.  

 

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