Fora de ordem

sexta-feira, 10 de julho de 2015
por Jornal A Voz da Serra

A DECISÃO da Alerj, de aprovar, há mais de seis anos, lei tornando obrigatória a instalação de redes subterrâneas de energia elétrica e telefonia em todos os municípios fluminenses, ainda não deslanchou. Também as decisões muitas vezes demagogas de criar uma operação “choque de ordem” para coibir diversas irregularidades pela cidade são dois exemplos de que a bagunça generalizada do espaço urbano ainda está funcionando “pra valer”.

NÃO É SEM tempo que a sociedade reclama das diversas formas de poluição do nosso meio ambiente, sendo a visual uma das mais gritantes, e Nova Friburgo também carrega a sua bagunça urbana por conta de inúmeros desleixos e falta de políticas rigorosas de uso adequado do solo. Por conta da fiscalização deficiente, muitas ilegalidades tornaram-se legais, comuns, acessíveis.

PROVA disso são as invasões de morros e encostas da cidade, feitas nas barbas das autoridades, sem que nada seja feito para coibi-las. Devido à sua topografia acidentada, os morros que compõem o núcleo populacional da cidade já não comportam mais construções e o crescimento habitacional permanece como um dos maiores desafios dos governantes. Expandir a cidade dentro de práticas saudáveis de moradia e infraestrutura deve ser a meta para eliminar os incalculáveis riscos para quem vive em áreas perigosas.

OUTRAS questões ainda estão pendentes, como o trânsito na cidade. Motoristas e turistas lamentam a falta de uma política para dar vazão ao crescente número de veículos emplacados (mais de 100 mil, conforme informou em recente entrevista o secretário de Ordem e Mobilidade Urbana, além da constante presença de turistas que se movimentam na cidade). Não se trata tão somente de fazer obras para facilitar o fluxo de veículos. Devemos manter permanente campanha de conscientização dos motoristas e pedestres, além de coibir as infrações através de uma maior presença de fiscais nas ruas.

O PREFEITO Rogério Cabral tem boas propostas para Nova Friburgo como vem prometendo. E, como chefe do Executivo, conhece as carências e as possibilidades da cidade, sendo uma delas a que diz respeito às nossas belezas naturais e ao nosso padrão de qualidade de vida. 

PORÉM, para atingirmos um grau mais elevado de desenvolvimento, será preciso um esforço conjugado do governo, do empresariado e da sociedade, traçando metas e objetivos que nos levem até lá. Este deverá ser o pacto para a cidade sonhada por todos.

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