Firjan regional celebra 40 anos com homenagem a empresário de destaque

Gestão de Rogério Faria é marcada por investimentos em treinamento, compromisso com o desenvolvimento da cidade, transparência e confiabilidade
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
por Jornal A Voz da Serra
Rogério Faria em sua fábrica
Rogério Faria em sua fábrica

Nesta quinta-feira, 29, a Representação Regional da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro no Centro-Norte Fluminense celebra 40 anos de atividade. Para registrar a criação do segundo escritório regional inaugurado após a fusão entre os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, a Firjan promove uma solenidade com a presença do presidente Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira (foto) e do presidente da Regional Centro-Norte, Carlos Eduardo de Lima.

Durante o evento, os dirigentes farão as entregas das homenagens ao Destaque Industrial 2018, o empresário Rogério Faria, da Stam, e também à placa dedicada à galeria de presidentes, que contém o nome dos líderes que estiveram à frente da representação ao longos dos 40 anos de história.

Para Carlos Eduardo de Lima, a história de atuação da Firjan na região traz a expectativa de um futuro ainda mais próximo da indústria e da sociedade. “Esses 40 anos marcam um momento único de renovação do empresariado de Nova Friburgo, em que as lideranças buscam se capacitar cada vez mais para melhorar a gestão e enfrentar os novos desafios que se apresentam. E nós estamos aqui para apoiar esse movimento”, celebrou o presidente.

Histórico

A fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro teve consequências diretas na vida das entidades de classe dos dois estados. No mesmo dia da fusão estadual, em 15 de março de 1975, nascia a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), uma composição da Federação das Indústrias do Estado da Guanabara (Fiega) com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Fierj), por força da lei complementar 20/1974. O Ministério do Trabalho já havia assinado uma portaria determinando a unificação das federações patronais e de empregados da Guanabara e do estado do Rio.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Fierj) havia sido fundada em novembro de 1949, na cidade de Niterói. Em seus 25 anos de atividades, teve atuação diversificada, junto a vários sindicatos patronais fluminenses. Para ampliar o seu campo de ação, criou outros órgãos, como o Centro Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Cierj) e a Associação Fluminense de Produtores.

Firjan Centro-Norte Fluminense

Em 16 de agosto 1978, a Ordem de Serviço 4/78, assinada por Mário Leão Ludolf, primeiro presidente da Firjan/Cirj, criou a Delegacia Regional, em Nova Friburgo. Na época da fusão entre federações, o empresário Frederico Sichel, da Haga, era o vice-presidente da Fierj e presidente do Sindmetal (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Nova Friburgo). Sendo assim, após a criação do primeiro escritório fora da capital, em Niterói, antiga sede da Fierj, a segunda delegacia regional inaugurada foi a de Friburgo.

Fato que se deve à relevância da indústria no município e ao papel de Frederico Sichel, que além de representar o próprio setor metalmecânico, articulava a atração de novas empresas. Desde então, a Firjan Centro-Norte Fluminense vem trabalhando em busca da melhoria do ambiente de negócios, infraestrutura e condições fiscais mais favoráveis. A presença do conselho na região também aproximou os empresários das unidades, atualmente Firjan Senai Sesi, que construíram um portfólio de cursos e serviços mais próximos da realidade da indústria e da sociedade.

Frederico Sichel foi o primeiro presidente Firjan Centro-Norte Fluminense seguido de Roberto Dias Dutra, Salustiano Cantelmo Weidlich, Walter José Fernandes de Oliveira, Cláudio Tângari, Carlos José Ieker dos Santos, Vicente Bastos Ribeiro, Nelci Layola, Márcia Carestiato Sancho, Joel Wermelinger Araújo e Carlos Eduardo de Lima, que está atualmente na liderança.

Reinventar para seguir com sucesso por mais 40 anos

Além de celebrar os 40 anos de atuação da  Representação Regional da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro no Centro-Norte Fluminense, o presidente do Conselho Empresarial da Região, Carlos Eduardo de Lima (foto), já está planejando os próximos anos. Com foco na Indústria 4.0, ele enxerga que agora é o momento do empresariado se reinventar, repensar as ações e investir no futuro, levando como exemplo o potencial criativo da região.

“Há 40 anos, Nova Friburgo e as outras 12 cidades que compõem a nossa regional já demonstravam uma grande vocação industrial. Não à toa, somos a segunda representação mais antiga do estado. Nossa indústria passou por muitos momentos de crise, mas superou e cresceu, isso por conta do seu potencial. Temos essa capacidade de nos reinventar, como, por exemplo, na crise de demissões da Triumph, na década de 80, quando surgiu o polo de moda íntima. O empresariado viu naquele momento, de grande necessidade, uma oportunidade”, diz Lima.

Para ele, é preciso investir no desenvolvimento, em tecnologia e capacitação, tanto dos próprios empresários quanto dos funcionários, mesmo que esse momento seja  complicado, de baixo investimento em geral.

“Vivemos um momento atual em que se faz necessário repensar a rota, investir numa nova gestão. Estamos olhando para a Indústria 4.0, uma indústria mais moderna, onde as máquinas vão interpretar as próprias máquinas, a mão de obra precisa ser muito mais especializada. Então, a Firjan está olhando para isso, está preparada para seguir esse caminho junto com o empresariado, cumprindo com o seu papel de fomentar, fortalecer e transformar a indústria”.

Um império chamado Stam

Em 1º de março de 1971, o chefe da família Faria, seu Francisco (foto), o empreendedor, iniciava o que se transformaria numa das maiores e mais modernas empresas do Brasil: a Stam, focada no mercado de cadeados e fechaduras. Na década de 1980, seu Francisco iniciou a construção da fábrica em Conselheiro Paulino (onde funciona até hoje), dando o primeiro grande salto daquela empreitada que apenas 10 antes começara na garagem da casa onde a família vivia. Hoje, a Stam é uma das mais tradicionais e conceituadas fabricantes de cadeados e fechaduras do Brasil, dona de um dos mais modernos parques fabris da América Latina, instalado numa área de 50 mil metros quadrados.

Francisco Faria faleceu em 2006, mas seus princípios e ideais continuaram pelas mãos da viúva, Helena Faria, atual presidente da empresa, e de seu filho Rogério Faria, vice-presidente. Os contínuos avanços tecnológicos garantem um complexo industrial moderno, seguro e rico em maquinário de última geração.

Rogério Faria faz história na Stam desde 1989, atuando em diversas áreas da empresa. Sua gestão é marcada pelos investimentos em automação e treinamento, além do compromisso com o desenvolvimento da cidade de Nova Friburgo. Transparente nas práticas empresariais, incorpora a confiabilidade tão necessária no mercado atual. Em 2014, Rogério foi convidado pela Revista Forbes Magazine para contar a sua experiência de gestor e empreendedor de sucesso.

 

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