Festa junina em Friburgo tem que ter cachorro quente com carne moída

Típico da cidade, essa delícia desperta ódios e paixões
sábado, 01 de junho de 2019
por Adriana Ventura
Festa junina em Friburgo tem que ter cachorro quente com carne moída

Salsichão , curau, chocolate, canjicão, quentão são as guloseimas que mais lembramos - degustamos - na temporada dos arráias. Mas a estrela da festa para o friburguenses é mesmo o cachorro quente, que tem uma maneira de preparo só nossa, que trás saudade do passado e nos lembra daquele nosso jeitinho roceiro de ser: é o cachorro quente com recheio de carne moída, salsicha picada com molho de tomate. Esse cachorro quente típico de Friburgo desperta ódios e paixões. Ele causa estranhamento aos cariocas e amigos de outros cantos, que nos visitam ou vivem por aqui.

Esses que entendem o cachorro quente com o tradicional “ hotdog” uma salsicha no pão, estranham o molho de carne ser chamado por nós de cachorro quente, mas foi assim que muitos de nós crescemos e aprendemos a chamar de cachorro quente.

Presente em toda festa de aniversário que se preze,  na época das festa juninas continuam sendo sensação.

O mais famoso e concorrido  por anos foi o da festa de Santo Antônio, a barraca do Dispensário de Santo Antônio quando era feito pelo voluntárias, mas em toda barraquinha de festa junina que se preze por aqui , tem que ter nosso cachorro quente. É possível encontrá-lo em toda festa de escola, e sempre é uma barraca concorrida.

Quem criou o primeiro sanduíche de pão com salsicha é algo impossível de saber, mas, afinal, quem inventou o cachorro quente sua versão mais moderna? Em 1904, na cidade americana de St. Louis, o alemão Anton Feuchtwanger vendia salsichas quentes durante uma exposição e para evitar que os seus clientes queimassem as mãos, servia as salsichas e fornecia uma luva para eles usarem. O problema é que muitos dos clientes acabavam por não devolver as luvas, o que lhe começou a dar prejuízo no seu negócio.

Pensando como resolver o problema, ele procurou seu cunhado, que era padeiro, e juntos chegaram à fabricação dos pães compridos à medida das salsichas. Estava assim inventado o “formato” do cachorro-quente. Já o nome “hot-dog”, usado internacionalmente e que deu origem ao termo “cachorro-quente”, em português, teve uma origem curiosa: em  1906, Harry Mozley Stevens vivia das vendas de alimentos que fazia nos estádios de futebol, mas num dia frio sem conseguir vender sorvetes e refrigerantes teve a ideia de comprar todas as salsichas e pães. Depois usou tanques portáteis com água quente para manter as salsichas bem quentes e passado uma hora já vendia pães com salsichas, usando o slogan: “They´re red hot! Get your dachshund sausages while they´re red hot!!” – (“Estão bem quentes! Compre as suas salsichas enquanto estão bem quentes!”)

O sucesso foi grande, mas o nome “dachshund sausages” era algo quase impossível de perceber. Eis quando o caricaturista Thomas Aloysius Dorgan, o TAD, viu o pão com salsicha e achou que aquilo merecia um nome mais sonante e até um desenho que o identificasse. Foi de sua criatividade que nasceu o desenho de um simpático dachshund, (pequeno cão com pernas curtas e corpo comprido, parecido com uma salsicha). Olhando para o seu desenho e lembrando-se do slogan usado por Stevens, decidiu batizá-lo de “hot-dog”. O desenho foi um enorme sucesso e assim nasceu o cachorro-quente.

 

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