Neste período de enchentes algumas enfermidades se tornam mais frequentes, como é o caso do tétano acidental. As inundações ajudam a disseminar a bactéria Clostridium tetani causadora da doença, que é grave e pode levar até a morte. A contaminação é feita a partir de lesões na pele causadas por ferimentos (mesmo que pequenos) provocados por metais (enferrujados ou não), madeira, vidro ou outros objetos contaminados. É importante que a população que reside em áreas sujeitas a alagamentos esteja atenta a fim de se prevenir e evitar a doença.
Os principais sintomas são, inicialmente, contrações musculares involuntárias na região do ferimento, seguido de contrações dos músculos da face (riso sardônico), do pescoço (rigidez de nuca), e progressivamente atinge os músculos do abdômen (barriga dura). Em fase mais avançada pode ocorrer dificuldade de engolir, insuficiência respiratória, entre outros.
A recomendação do Ministério da Saúde é prestar atenção aos ferimentos provocados por materiais pontiagudos e cortantes em situações de enchentes. Em caso de lesão, o local deve ser higienizado, inicialmente com água e sabão, e a pessoa deve procurar uma unidade ou equipe de saúde mais próxima. O médico deve ser informado de como ocorreu e o que causou o ferimento.
Outra orientação importante do Ministério da Saúde é sobre a importância da vacina, que é a melhor forma de prevenção e está disponível gratuitamente em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina deve ser reaplicada a cada dez anos ou a cada cinco anos, no caso das gestantes. Já a imunização nas crianças deve ser consultada no calendário básico de vacinação.
Vale destacar que o Ministério da Saúde reforçou os estoques na região Sudeste e enviou 580 mil doses da vacina dupla bacteriana (contra difteria e tétano) para os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, afetados pelas chuvas. Esta semana foram enviadas 400 mil doses para Minas Gerais e 30 mil doses para o Espírito Santo. No último dia 13, o Rio de Janeiro recebeu 150 mil doses.

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