Fecomércio: empresários fluminenses estão mais confiantes na economia

Otimismo no setor do comércio, serviços e turismo aumentou em relação a maio e ao próximo trimestre, conclui pesquisa
quarta-feira, 19 de junho de 2019
por Jornal A Voz da Serra
Movimento de compras na Avenida Alberto Braune (Arquivo AVS)
Movimento de compras na Avenida Alberto Braune (Arquivo AVS)

Uma pesquisa da Fecomércio-RJ, realizada junto a empresários fluminenses do setor do comércio de bens, serviços e turismo, revelou que eles estão mais confiantes na recuperação da economia, tanto a estadual quanto a brasileira. No Estado do Rio, o setor reúne mais de 342 mil estabelecimentos, que respondem por 47,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e representam 61,6% dos estabelecimentos fluminenses, gerando mais de 1,7 milhão empregos formais no total, que equivalem a 43,1% dos postos de trabalho com carteira assinada no estado.

O monitoramento de junho da pesquisa Visão da Economia, realizada pelo IFec-RJ, revelou que o percentual de empresários fluminenses do setor do comércio de bens, serviços e turismo que estão confiantes ou muito confiantes com a evolução da economia fluminense e brasileira cresceu relativamente em maio de 2019.  Em junho, 48,9% dos empresários disseram estar confiantes ou muito confiantes com a economia brasileira para o próximo mês, contra 46,4% registrados no mês anterior. O aumento do otimismo também foi verificado em relação à economia fluminense. Embora sempre em menor nível que o otimismo revelado no cenário econômico nacional,  o percentual de otimistas com a economia fluminense para o próximo mês cresceu de 38,3% verificado em maio, para 41% em junho.

O otimismo para os próximos três meses repetiu o crescimento verificado para o otimismo de curto prazo, anotando variação ainda mais positiva. Para o Brasil, 58,50% estão confiantes ou muito confiantes para o próximo trimestre, aumento de 7,4 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Para o Rio de Janeiro, a confiança aumentou 7,1 pontos, atingindo 51,5%.

O crescimento da confiança pode ser reputado à diminuição dos ruídos econômicos produzidos pelo governo, como o que aconteceu em decorrência do congelamento do reajuste do preço do diesel da Petrobras em meados de abril. A desaceleração do ritmo da atividade econômica – o IBGE divulgou no início de junho que o crescimento da economia brasileira desacelerou e o PIB brasileiro do primeiro trimestre caiu 0,2% na comparação com o último trimestre de 2019 – contribuiu para o crescimento mais moderado das expectativas para o próximo mês.

O aumento da confiança se refletiu sobre as perspectivas que os empresários fazem a respeito dos resultados futuros de faturamento e número de empregados. Em maio, os empresários esperavam um crescimento de 0,9% do faturamento em três meses; em junho, o aumento esperado subiu para 3,5%. Também em maio, os empresários calculavam que o número de empregados se reduziria em 4,5% em três meses; em junho, a redução esperada diminui para 3,7%.

O Visão da Economia de maio já tinha revelado que o otimismo dos empresários com o futuro tem diminuído à medida que o futuro se aproxima. O levantamento de junho confirmou esse padrão. Em abril, 49,7% dos empresários estavam otimistas com a economia fluminense para julho. Já em junho, apenas 41% afirmam estar otimistas para julho. A queda do confiança reflete o ritmo ainda muito lento de recuperação da atividade econômica.

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