Estação perigo

quarta-feira, 15 de julho de 2015
por Jornal A Voz da Serra

UM INCÊNDIO em vegetação próxima à Avenida Galdino do Valle, na noite de terça-feira e que continuou ontem, deu o sinal de alerta para a temporada de incêndios florestais que tradicionalmente tomam conta das montanhas de Nova Friburgo. Nada mais natural para quem está acostumado a enfrentar a queimada na Mata Atlântica do município, espalhada por mil quilômetros quadrados, e que todos os anos dizima a vida vegetal no solo friburguense.

PREVENIR, então, é o lema deste inverno. Todos podem fazer a sua parte, tanto os cidadãos quanto as autoridades, num trabalho de vigília permanente. A estiagem nesta época do ano, se de um lado torna a temporada mais atrativa, a transforma num período de perigo para as nossas matas. Sem água, o fogo se torna um inimigo natural, como ocorre anualmente, trazendo preocupação e aumentando os níveis de alerta contra as queimadas.

EM MUITAS edições, A VOZ DA SERRA noticia os focos de incêndio — como faz nesta edição de hoje — e, para não repetirmos os episódios do passado, é hora de ficarmos atentos, procurando as formas de minimizar tais ocorrências. Sem a conscientização da população, os riscos aumentam ainda mais e uma pequena brasa de cigarro pode se transformar em tragédia de graves proporções.

AS QUEIMADAS oferecem um grande perigo. O descuido, o vandalismo e a irresponsabilidade de alguns ajudam a causar danos que não podem ser corrigidos pelos bombeiros nem pela Defesa Civil, acontecendo muitas vezes em locais de difícil acesso e, consequentemente, sem condições de controle e combate ao fogo. Este triste espetáculo não pode ser repetido novamente este ano.

JÁ FICOU provada a impossibilidade de se combater os focos de incêndio em toda a extensão do município com sua cadeia de montanhas muitas vezes inatingíveis. Qualquer tentativa é dispendiosa e requer equipamentos de combate ao fogo nem sempre disponíveis. Cabe então à comunidade fazer a sua parte, agindo preventivamente. 

CABE AINDA ao governo tratar a questão com a prioridade devida, sinalizando para a população com políticas públicas consistentes, inclusive com punições exemplares aos infratores. Uma tarefa que não se extingue em apenas um ano e não depende de um só gestor. É função de toda a sociedade.

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