Gerente de futebol do Friburguense abre o jogo e revela a AVS os bastidores para a disputa da repescagem
Leonardo Lima
Não teve jeito. Após uma campanha bastante irregular ao longo de todo o campeonato carioca, o Friburguense não conseguiu o almejado empate diante do Flamengo. Os outros resultados da rodada também não ajudaram. Consequentemente, tanto a torcida quanto os profissionais que trabalham no clube terão um mês de abril recheado de ansiedade e esperança. Os próximos jogos prometem muita emoção.
Em entrevista ao jornal A VOZ DA SERRA, o gerente de futebol José Eduardo Siqueira, o Siqueirinha, revelou as expectativas e o planejamento do tricolor para o temido triangular. “Nosso projeto ia até o final da competição, no dia 5 de abril, data da última rodada da Taça Rio. Gostaríamos que as despesas extras acontecessem pela classificação às semifinais e não com esta repescagem”, afirmou.
De acordo com Siqueirinha, o total de custos com estes jogos pode chegar a R$ 150 mil. “Temos inúmeros gastos, como folha de pagamento, viagens, alimentação, taxa de arbitragem, entre outras. No entanto, não é o momento de pensarmos nisso. Todos no Friburguense temos de estar focados em alcançar os resultados que garantam nossa permanência na primeira divisão”, acredita.
O presidente relembra ainda que grandes equipes já passaram por esta situação. “Temos alguns exemplos como o Vasco, que foi rebaixado no Campeonato Brasileiro de 2008 ou o Cabofriense, que apesar de ter uma boa estrutura, caiu no Carioca do ano passado. Mas não estou dizendo, de forma alguma, que vamos cair. Todos aqui no clube acreditam muito que podemos sair dessa situação complicada a que chegamos”.
Até a estreia na repescagem, o Friburguense terá um intervalo de dez dias sem jogos e Siqueirinha acredita que este período poderá ser proveitoso para o time. “Serão, com certeza, dez dias de muito treinamento e também de muita conversa para tentar corrigir as falhas da equipe. O que pudermos fazer para aumentar a motivação do grupo nós vamos fazer. Estamos estudando também a realização de um amistoso no fim de semana para a equipe não perder o ritmo de jogo. No entanto, ainda não há nada definido”, revela.
A equipe não contará com dois atletas que foram dispensados no início desta semana, o zagueiro Roberto Junior e o meia Cassiano. “É uma situação complicada, gostaríamos que todos os jogadores estivessem totalmente focados em não deixar o Friburguense ser rebaixado. Entendemos, porém, que a maturidade muitas vezes vem apenas com o passar dos anos. Hoje não tomo as mesmas atitudes que tomava quando tinha 20 anos, por exemplo. Tivemos alguns problemas disciplinares e decidimos que estes jogadores não fazem mais parte do nosso plantel. No entanto, eu reafirmo que eles não são os únicos culpados de estarmos nesta situação incômoda. Todos contribuíram para isso”.
Segundo o diretor do Fri, outro fator que pesou para a péssima campanha do Friburguense foi a pouca presença de público nos jogos disputados no Estádio Eduardo Guinle. “Tivemos uma média de pouco mais de 200 pagantes por partida. Com isso, o adversário que vem jogar em Nova Friburgo não se sente pressionado, como acontece em outros lugares. Gostaríamos muito de contar com o apoio e o incentivo da população friburguense neste triangular”.
Quanto à questão da arbitragem, muitos vem afirmando que ela pode ser tendenciosa e decisiva nestes jogos. Neste caso, o Resende teria uma influência pelo fato de seu presidente ser um dos vices da federação. Além disso, o Duque de Caxias mantém uma estreita relação com o ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda, o que também poderia beneficiá-lo. Pelo sim, pelo não, José Eduardo Siqueira garante que o Friburguense não está preocupado com isso. “Não acredito nestas histórias. Respeito junto à federação nós também temos. O Friburguense está há 12 anos na primeira divisão. Não chegamos até aqui por conta da arbitragem. Temos que esquecer qualquer fator extracampo.”

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