Esportes - 29 de junho.

terça-feira, 29 de junho de 2010
por Jornal A Voz da Serra

Talita Ferreira lidera o ranking da Farj Serrana

Foi realizado no último dia 12, na Casa de Portugal, em Teresópolis, a 2ª Etapa do Circuito Serrano de Natação e a atleta Talita Ferreira da Aquarium Stam, batizada carinhosamente pelos seus colegas de equipe de “Talita Cavala”, reconhecida assim pelas suas vigorosas braçadas e porte físico para os seus ainda 12 anos de idade, continua confirmando sua boa performance e disposição em busca de mais um título no campeonato serrano. Talita, que a cada competição vem baixando significativamente seus tempos, conquistou nesta etapa: ouro nos 100m costas, 50m borboleta e revezamento quatro estilos, e prata nos 50m livre em disputa acirrada com a sua mais forte adversária, a atleta Gabriela Reis, da Academia Corpo & Água, de Petrópolis. A jovem atleta comenta que esses resultados estão aliados à paixão pela natação, à disciplina, treinamento e o incentivo que vem recebendo do seu técnico, José Alexandre Assunção, que ela chama de “parceria dez” ao dizer: “O Alexandre sabe ser rigoroso e exigente sem perder o carinho e o bom humor com todos os atletas. Após a realização desta etapa, a atleta lidera o ranking do Circuito Serrano com um total de 105 pontos contra 93 da segunda colocada.

Portugal encerra oitavas de final

certo da vitória contra a Espanha

Uma partida que com certeza mexerá com o coração de duas importantes colônias brasileiras com raízes na cidade será a partida entre Portugal e Espanha, hoje, às 15h30, no Estádio Greee Point, na Cidade do Cabo. A Espanha, tida como favorita ao título do mundial, classificou-se a duras penas depois de um melancólico 2 a 1 contra o Chile, e por pouco não perdeu. O time é limitado. Fábregas, a grande esperança espanhola, não justificou a propaganda em torno de si, e o técnico Vicente Del Bosque por pouco não se desespera contra Portugal, com todas suas ações concentradas em Christiano Ronaldo, e que começou com empate de 0 a 0 contra a Costa do Marfim, se animou com a goleada de 7 a 0 sobre a Coreia e voltou a decepcionar no 0 a 0 com o Brasil no segundo jogo. Classificou-se em 2° lugar e agora terá que vencer se quiser ir mais longe. Tanto Portugal como Espanha têm a síndrome do amarelão, ou seja: tremem na hora da decisão.

Vocabulário luso-brasileiro

NO BRASIL EM PORTUGAL

Gol golo

Camisa camisola

Cabeça de área trinco

Goleiro guarda-redes

Atacante avançado

Gramado relvado

Torcedores adeptos

Técnico selecionador

Meia médio

Time equipa

Semifinal meia-final

Escudo emblema

Classificação apuramento

Escanteio pontapé de canto

Vestiário balneário

Bola esférico

Derrota falhanço

Arquibancada bancada

Artilheiro anotador

Ônibus auto-bus

Castigo

Quem disse que Deus dorme se enganou redondamente. A França chegou à Copa do Mundo depois de se classificar com um gol de mão na repescagem, numa partida dramática contra a Irlanda do Norte, num dos lances mais comentados no mundo todo, uma injustiça descomunal, da qual a Fifa foi a maior responsável, porque deveria se pronunciar contra a arbitragem daquele dia e não o fez, permitindo que os ‘blues’ desembarcassem em Johanesburgo para disputar um mundial em que não mereciam estar.

Tudo aconteceu em 19 de novembro de 2009, quando o árbitro sueco Martin Hansen cometeu a maior lambança de sua vida, validando o gol. Thyery Henry ajeitou claramente a bola com o braço e em seguida com a mão, cruzou com o pé para o centro da pequena área e William Galas cabeceou pra dentro do gol da Irlanda. Houve tumulto no Stade de France, em Paris, onde o jogo acontecia. A partida ficou paralisada cerca de três minutos, mas mesmo assim o apitador manteve sua posição.

Resultado: a França está na Copa. E em 22 de junho de 2010, a França estava fora da Copa. A seleção do mal-educado Raymond Domenech esteve ao lado de África do Sul, México e Uruguai: empatou com o Uruguai em 0 a 0, perdeu para o México por 2 a 0 e perdeu o jogo final para os donos da casa por 2 a 1, despedindo-se da competição.

Um castigo para uma equipe que da mesma forma que entrou, saiu: desentrosada, sem preparo físico, mal orientada, com um treinador mal-educado e zona de atrito com no mínimo cinco jogadores, inclusive a principal estrela e capitão do time, Thyery Henry. No jogo final ultrapassou todos os limites, quando se recusou a cumprimentar Carlos Alberto Parreira, um gentleman do futebol mundial.

Uma copa sem gols

Desde que passou a contar com 32 equipes em 1970, nunca a Copa do Mundo teve uma média de gols tão baixa como a de 2010. Se na competição da Alemanha foram marcados 137 gols em 48 jogos, na copa atual, nos 48 jogos da primeira fase foram marcados cem gols. Alguns jogadores culpam a bola do jogo, mas outras seleções europeias usaram esta mesma bola e não reclamaram, portanto, trata-se de uma media muito baixa para um torneio que envolve as 32 principais seleções de futebol do planeta.

Isso só vem provar que a Copa do Mundo da África do Sul está nivelada por baixo, não existe time superior, os times não se prepararam para jogar futebol, mas para demonstrar força física, preparação etc. E a Fifa que se cuide, pois a tendência é piorar ainda mais. Enquanto o futebol for jogado como o objeto que se coloca na vitrine em detrimento ao amor à camisa, esta será a tônica mundial. Isso não acontece só na Copa do Mundo, em todas as competições internacionais nem sempre o time de melhor futebol ganha o título.

A zebra da Copa 2010

Antes de começar a Copa do Mundo havia expectativa muito grande sobre quem seria a zebra da Copa: 70% dos especialistas diziam que um dos times africanos ganhariam este título. Mas, ao final da primeira fase, depois de 48 jogos realizados, ficou caracterizado que a seleção da Itália é a verdadeira zebra da copa da África.

O time tetracampeão do mundo realizou três partidas, não ganhou nenhuma, foi eliminado na 1ª fase, constituiu-se na vergonha nacional e envergonhou Italianos espalhados mundo afora.

Considerada antes da Copa a seleção com maior chance de se tornar pentacampeã e encostar no Brasil, não foi nem a metade daquela equipe que se recuperou dentro da competição em 2006, chegando ao título máximo. A autosuficiência do treinador Marcelo Lippi se julgando acima do bem e do mal e o grupo com Marchetti, Canavaro, Zambrotta, de Rossi, Camoranesi, Pepe e outros com certeza encerraram seu ciclo na ‘Squadra’ Azurra e resta saber qual será a reação dos ‘Tifosi’, pois no desembarque em Roma a seleção foi blindada pelos ‘montoneros’, que a protegeu com muito rigor.

Amor à camisa dá lugar

a um plano de marketing

Quando se fala em amor à camisa, imediatamente vem à mente um time de futebol com craques jogando para defender a equipe, para ganhar os pontos no campo. Hoje acontece ao contrário. Só se visa ao patrocinador, ao contrato com a empresa de material esportivo, à chuteira que vai vender mais, ao direito de imagem da TV e principalmente aos altíssimos salários, que muitas vezes não se justificam.

A Copa do Mundo de hoje é isso. Os grandes nomes, como Klose, Canavaro, Kaká, Christiano Ronaldo, Beckham, E´tho, Drogba, entre outros, estão mais preocupados com a imagem própria. É por isso que temos saudades de ídolos verdadeiros que a geração atual não viu jogar, não se interessa por conhecer, não sabe pesquisar e faz questão de desprezar. Se fôssemos citar todos, uma página inteira de jornal não daria, mas temos nomes que estão imortalizados pela sua atitude dentro e fora de campo, como Pelé, Zico, Garrincha, Romário, Ronaldo (Brasil), Klinsman (Alemanha), KevinKigan (Inglaterra), Maradona (Argentina), Euzébio (Portugal), Beckembauer (Alemanha), Cruyff (Holanda), Valderrama (Colômbia), Chilavert (Paraguai), Zidane (França), Paolo Rossi (Itália), Lato (Polônia), Laudrup (Dinamarca), Platini (França) e muitos outros. Estes, sim, são verdadeiros ídolos.

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