Esporte e Beleza

segunda-feira, 20 de maio de 2013
por Jornal A Voz da Serra
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Fut Fashion: mistura de futebol feminino com moda atrai dezenas de mulheres

Vinicius Gastin
Roupas adequadas, cabelos presos, unhas bem feitas, tênis de última moda e maquiagem retocada. Apesar de toda a produção, o destino não era uma passarela, mas sim, um campo de futebol. O Fut Fashion reuniu dezenas de mulheres na última quinta-feira, 16, na Arena Futebol Society. Durante todo o dia, elas puderam praticar esporte sem deixar a vaidade de lado.
“O futebol feminino foi uma ideia da direção da Arena que nós unimos à outra iniciativa, da Ludmila Miranda, de investir em moda. Devido aos custos, não tivemos mais atrações nesse setor, mas oferecemos dicas de maquiagem e roupas, nas barracas”, conta Maicon Gonçalves, um dos organizadores do evento.
A mistura entre esporte e beleza atraiu oito equipes, num total de oitenta inscrições. Paralelo às partidas, as dicas de maquiagem e moda oferecidas nas barracas dividiram a atenção do público, que compareceu em grande número para prestigiar o Fut Fashion. “A procura foi muito boa. De início nós tivemos seis times inscritos e, dias depois, mais duas meninas nos procuraram querendo participar. Procuramos fazer um evento mais descontraído, algo amistoso para as mulheres se movimentarem”, destacou Maicon.
Durante o ano a procura das meninas pelo futebol não é grande, porém constante. Pelo menos uma vez por mês, um grupo se reúne para jogar a tradicional “pelada” na Arena. Na Sociedade Esportiva Friburguense, por exemplo, existe um horário semanal para a modalidade. “Quando não existe apoio, o esporte acaba sendo esquecido. As mulheres precisam se movimentar e pressionar a iniciativa pública. Este evento é privado, mas pode ser ampliado para os bairros e comunidades”, comentou o organizador do Fut Fashion. Apesar da falta de incentivo, o futebol feminino resiste e sobrevive no país.

Malhard campeã
Ao meio-dia, a bola cor de rosa rolou. Do lado de fora, famílias inteiras acompanhavam e incentivavam as meninas em campo. “Sempre apoiei a minha filha em qualquer modalidade esportiva e no futebol não é diferente. A prática do esporte é saudável e não torna nenhuma mulher menos feminina”, comentou Nelson de Souza, pai de uma das atletas.
As oito equipes inscritas foram divididas em duas chaves. Na A, Stucky, Malhard, Camila e Rayssa e, na B, Bárbara Herdy, Joana, Divas e FTS. Os jogos foram marcados pelo equilíbrio, mesmo naqueles em que o placar foi um pouco mais elástico, exceto na grande decisão. A equipe Malhard não tomou conhecimento do Joana e aplicou 7x0, conquistando o título do Fut Fashion. As vencedoras foram premiadas com troféu, medalhas em formato de estrela e brindes oferecidos pelas empresas patrocinadoras. 

Resultados dos jogos
Chave A:
Stucky 0x4 Malhard
Camila 0x3 Rayssa
Malhard 3x1 Camila
Stucky 1x0 Rayssa
Rayssa 0x1 Malhard
Camila 0x4 Stucky
Chave B:
Bárbara Herdy 2x3 Joana
Divas 1x0 FTS
Joana 1x1 Divas
Bárbara Herdy 2x0 FTS
FTS 1x2 Joana
Divas 1x1 Barbara Herdy
Final: Malhard 7x0 Joana


Nediane Duarte: talento desperdiçado pela falta de incentivo

O futebol pentacampeão do mundo no masculino também coleciona títulos no feminino. Após o bicampeonato da Seleção Brasileira feminina em 2007 - diante de 60 mil torcedores no Maracanã, o compromisso de investir na modalidade no país foi reafirmado. Entretanto, o sucesso da geração de Marta, Christiane e cia. foi insuficiente para a promessa virar realidade. As dificuldades encerram precocemente a carreira de várias jogadoras.
Nediane Monteiro Duarte é um exemplo. A jovem de 23 anos disputou o Fut Fashion pela equipe Divas, que apesar de invicta — venceu uma e empatou duas, não conseguiu chegar à decisão. Esta, entretanto, não foi a maior derrota no esporte. Nediane jogou pelo Tigres, Vasco, CEP (Duque de Caxias) e Mesquita, mas a falta de apoio e a impossibilidade de manter-se no Rio de Janeiro frearam o sonho de prosseguir no futebol profissional. “Não tive recursos para ficar no Rio. Eu tinha que trabalhar e treinar ao mesmo tempo. Eu tentei mais uma vez no Vasco, mas por falta de dinheiro tive que voltar. Eles até ofereciam alojamento, mas a preferência era pelas meninas com mais tempo de clube.”
Nediane voltou para Nova Friburgo, atuou durante três anos pelo Friburguense e disputou campeonatos cariocas nas mais variadas categorias no campo, além de torneios de futsal. Assim como na capital, os recursos limitados sempre foram o principal adversário. “Nós trabalhávamos nos jogos do Friburguense e, em troca, o clube fornecia van, uniforme e dinheiro para viajarmos”.
A equipe paralisou as atividades no ano passado e, desde então, a atleta deixou os gramados para fazer faculdade. Estudante de educação física, ela planeja trabalhar no futebol quando terminar o curso. Talento desperdiçado pela falta de incentivo, Nediane mantém a esperança de um destino diferente para as futuras alunas. “O futebol feminino cresceu bastante, mas ainda há muito que melhorar. Quando eu comecei, quase ninguém conhecia. Pessoas e empresas criavam times para jogar, e hoje grandes clubes já possuem equipes femininas. É um primeiro passo para encarar o mercado competitivo da América do Sul.”


Botafoguenses comemoram título com carreata neste domingo

Há duas semanas, o Botafogo venceu o Fluminense por 1x0 em Volta Redonda e comemorou o 20º título carioca. O time liderado pelo holandês Seedorf não tomou conhecimento dos rivais e venceu os dois turnos, Taça Guanabara e Taça Rio, excluindo a necessidade de novas decisões. 
Em Nova Friburgo, a torcida do Glorioso vai comemorar a conquista neste domingo, 19, com a tradicional carreata. A concentração está marcada para 9h, em frente ao Véu das Noivas, em Furnas. Os carros desfilarão por Conselheiro Paulino, Centro, Cascatinha e Olaria.

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