“Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e viver com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve. E a vida é muito para ser insignificante.” (Charles Chaplin)
Conheci recentemente em Nova Friburgo um grupo de pessoas que participa de um movimento interessante. Mulheres e homens, padrinhos e madrinhas que adotaram algumas crianças como seus afilhados. O grupo ajuda na provisão e na proteção e ainda no que chamam de produção. O conhecido termo PPP. Produção é compreendida como educação e cultura.
Pois bem, no último P é desenvolvida uma agenda de ler em voz alta, de contar histórias, apresentar e presentear livros. Com extremo cuidado cada pessoa dedica algumas horas por semana de seu tempo para encontrar os meninos e as meninas, afilhados desejosos de carinho, atenção e muita escuta. Muito bom saber desse grupo, padrinhos e madrinhas de saudáveis práticas voluntárias de solidariedade e humanização.
Segundo esses voluntários as respostas das crianças aos exercícios que desenvolvem de ler e contar são surpreendentes e gratificantes. Ajudam a entender o papel de Padrinhos do bem-querer. Cidadãos leitores que gostam do que fazem e ainda se reúnem para refletir sobre suas práticas.
Recorro aqui a Michele Petit, pensadora e autora do livro A arte de ler, que confirma essas boas práticas: “No início não era o verbo, mas um ente querido com sua presença física, sua voz. No início era o compartilhamento ou o desejo de compartilhar; no início era a ventura, a surpresa, o apelo ao desconhecido; a descoberta de uma língua diferente daquela que serve para a designação imediata das coisas, das pessoas; a revelação de um outro mundo. Ao representarem tudo isso, os livros se tornam desejáveis. A leitura em voz alta é uma das vias reais de acesso ao desejo de ler, desde que a criança sinta que o adulto deseja compartilhar com ela alguma coisa de que goste.”
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