Esforço de todos nós

quinta-feira, 14 de maio de 2015
por Jornal A Voz da Serra

UMA BOA OPORTUNIDADE para conhecer os dois lados de Nova Friburgo — um, histórico, que relata os aspectos de nossa colonização; outro, real, preocupante e degradante — é comparar as publicações da historiadora Janaína Botelho com o cotidiano da nossa cidade que está prestes a comemorar 197 anos. Nas páginas de A VOZ DA SERRA podemos encontrar o real e o verdadeiro, em contraste com o passado embrionário da colonização suíça, tendo como pano de fundo a beleza natural do município, que ainda é predominante e impactante.

A BELA CIDADE que em breve fará 200 anos apresenta sinais de degradação social e ambiental e o tempo é curto para se corrigir, se quisermos ter o que comemorar daqui a três anos. Aqui vivemos o que há de melhor e de pior, como toda cidade brasileira, privada de investimentos e de realizações progressistas. 

PARA NÃO DEIXAR a degradação tomar conta, o melhor mecanismo ainda é a fixação de políticas de planejamento urbano, como o avanço do Plano Diretor, o Código de Posturas, a Lei do Uso do Solo e tantos outros dispositivos legais. A cidade não se regula por si mesma, pois os recursos naturais são finitos e a verba é mais curta ainda, impedindo que se enfrentem os prejuízos causados ao meio ambiente e à qualidade de vida como um todo. O tema, portanto, não é bicentenário e diz respeito aos dias atuais.

SABEMOS TODOS da preocupação do governo municipal em fixar políticas para o município, através inclusive da participação popular com a adoção do Plano Diretor Municipal. É ele o “livro de cabeceira” dos políticos, visando à resolução de problemas que somente o ordenamento será possível fazer. Quem governa tem desafios enormes a enfrentar, a começar pelo diagnóstico nada confortável do déficit habitacional, da superlotação de bairros sem infraestrutura, do crescimento de loteamentos despreparados, da saúde pública e da mobilidade urbana. Isto tudo e muito mais.

PARA NOVA FRIBURGO chegar aos 200 anos esbanjando otimismo e modernidade, é preciso que cuide, já, dos seus graves problemas. As obras inacabadas, como a das margens do Rio Bengalas no trecho até Conselheiro Paulino, impedem que tenhamos um alento para as questões cruciais das enchentes. Porém, mais que se prevenir da chuva, Nova Friburgo precisa de desenvolvimento econômico sustentável.

O DESENVOLVIMENTO do município não depende somente do dinheiro do governo. Depende fundamentalmente da capacidade de investimento dos nossos empresários e empreendedores, do estímulo das autoridades e da força de vontade de toda a população em voltar a crescer e produzir. Sem estes componentes não conseguiremos realizar a gigantesca empreitada.

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