Uma reunião na manhã de terça-feira, 25, no escritório do Instituto Bélgica-Nova Friburgo (Ibelga), no Edifício Mezaninos, no Centro, serviu para avaliação das duas escolas do instituto em Nova Friburgo. São elas a Escola Municipal Ceffa (Centro Familiar de Formação por Alternância) Rei Alberto I, dirigida por Mariane Schuenck, e o Colégio Estadual Agrícola Ceffa Rei Alberto I, que tem como diretor Antônio Carlos Frossard, que funcionam em conjunto em Salinas, e a Escola Municipalizada Ceffa Flores de Nova Friburgo, cuja diretora é Caroline Moura Klein, em Vargem Alta. A avaliação foi considerada positiva pelo belga Gerard Verhelst, diretor de projetos da ONG belga Disop. Igual avaliação foi feita com relação à Escola Municipalizada Ceffa Vieira Batista (embora a parceria esteja apenas começando), em Santo Antônio, município de Bom Jardim, que tem como diretora Elisa Lopes Vargens, que já trabalhou na escola de Salinas. Da reunião participaram, além dos diretores, o presidente e vice-presidente do Ibelga, Charles e Ricardo van Hombeck, respectivamente, entre outros. De acordo com Gerard Verhelst, o Disop apoia o projeto do Ibelga há quase 20 anos. Sua visita anual a Nova Friburgo serve para avaliar o andamento do projeto.
As escolas por alternância (os alunos estudam um período e no outro trabalham – no caso das escolas friburguenses, na agricultura e floricultura) surgiram no Brasil pelo Espírito Santo em 1968 e foram se expandindo por 18 estados brasileiros. São atualmente 280 Ceffas no país e mais de 1.500 pelo mundo. Na América Latina, além do Brasil, contam com essa pedagogia a Argentina, Uruguai, Chile e Peru.
Para Verhelst, a unidade de Salinas conta com uma parceria que ele classificou de excelente do Ibelga com a comunidade local e governos municipal e estadual, o que é raro no Brasil. “A comunidade de Salinas é muito atuante, a prefeitura desde o início sempre apoiou o Ibelga e o estado apoia cada vez mais o Ibelga”, diz o representante do Disop. E essa parceria facilitou o trabalho que, somado ao apoio técnico do Ibelga, contribui sobremaneira para o sucesso do projeto.
Já a unidade de Vargem Alta não chegou a ser visitada por Verhelst, mas a avaliação também foi positiva. A diretora Karoline está há pouco tempo no cargo, mas se mostra encantada com o andamento do trabalho e a resposta da comunidade.
O diretor do Disop falou com expectativa da nova unidade de Bom Jardim. “Sentimos toda a empolgação da equipe, dos pais, dos professores e dos jovens” disse ele, animados com a mesma pedagogia desenvolvida em todos os países. Na ocasião, Verhelst esteve também com o prefeito Afonso Monnerat, que também se mostra animado pelo sucesso da parceria, com a implantação do ensino médio na escola de Santo Antônio. Os alunos dessa unidade também estão ligados à agricultura.
Gerard Verhelst comentou que na escola de Bom Jardim o projeto está apenas no início e não há muito o que avaliar, a não ser a união da comunidade em torno do projeto e a intenção do prefeito, interessado e acreditando na parceria. Já as unidades de Nova Friburgo tiveram avaliação positiva.
É pretensão de Gerard Verhelst que outros municípios do estado do Rio de Janeiro se integrem à rede de escolas familiares agrícolas por alternância, trabalho de expansão que o Ibelga conta com todo o apoio do Disop no estado.

Deixe o seu comentário