Educação realiza mais uma audiência pública na Câmara nesta quarta

quarta-feira, 25 de maio de 2011
por Jornal A Voz da Serra
Educação realiza mais uma audiência pública na Câmara nesta quarta
Educação realiza mais uma audiência pública na Câmara nesta quarta

Representantes de comunidades lotam as audiências públicas da SME

Audiências públicas da Secretaria Municipal de Educação vêm sendo realizadas no plenário da Câmara de Vereadores — que ficou lotado de diretores, professores, pais e representantes de comunidades, no último dia 11. Marcaram presença também a promotora de Justiça Simone Gomes de Souza, que voltou na audiência seguinte, e o vereador Edson Flávio dos Santos. O público — formado por mais de 200 pessoas — argumentou e expôs seus pontos de vista de forma democrática e franca.

Na quarta-feira, 18, o secretário Marcelo Verly, acompanhado dos subsecretários Raul Marcos e Larry Busquet e coordenadores, recebeu as direções de escolas e membros das comunidades de Salinas, Conquista, São Lourenço, Córrego Dantas, Campo do Coelho, Cardinot e Três Cachoeiras.

A participação de pais, moradores e representantes das comunidades imprime dinamismo às reuniões — com críticas, sugestões e reivindicações, enriquecendo o debate. As expectativas são justas, avalia o secretário, procurando sempre responder a todas as perguntas. Os responsáveis por cada setor, igualmente, conforme surgem os questionamentos, dão as explicações necessárias.

No dia 11, o diretor da Escola Dante Magliano, Cláudio Cardoso, falou das condições estruturais da unidade e da falta de professores. As diretoras Vilma Spitz (JK), Alba Valéria (Emília Adelaide), Neide Aparecida (Acyr Spitz) e Marta Rachel de Paula (Conj. 01) descreveram a situação de suas escolas, assim como outros diretores. De acordo com o secretário:

— Um dos problemas mais sérios que enfrentamos na rede é a infraestrutura, a falta de qualidade nas construções. Para resolver o problema, estão em andamento licitações para reformas e ampliação das unidades.

Nildo Nogueira (Mury), Paulo Sérgio Curvelo e Holderlin Brum (Santiago/Lumiar), Elisângela Barroso (Bocaina dos Blaudt), Ivonilde Martins (Vargem Alta), Maria Dilva Ouverney (Rio Bonito), Carlos Martins (APA Stucky) e Suelen Temperini de Moraes (Fazenda Bela Vista) foram alguns dos representantes das comunidades que se manifestaram.

Uma nova escola para um novo tempo

Na abertura da terceira audiência, Verly reiterou que persistirá no aprofundamento da gestão democrática da secretaria.

— Temos consciência de que os recursos que administramos são da população e temos o dever de gerenciá-los, buscando atender às demandas de acordo com o que é decidido aqui. Então, insisto: é da maior importância que todos, profissionais, pais e moradores participem para obtermos os melhores resultados para a Educação. Ela diz respeito a todos nós. O que vai ocorrer na educação municipal em 2012 está sendo decidido aqui, ao longo das audiências públicas.

Tópicos como gastos com folha de pagamento, regimes estatutário e celetista, papel dos diretores e seu compromisso com a comunidade de liderar propostas para inclusão no orçamento, autonomia e responsabilidade em relação à merenda, adequação de transporte para crianças pequenas, licitações em curso, entraves burocráticos, entre outros, foram igualmente expostos.

Para acabar com boatos, esclareceu que não vai fechar nem desativar nenhuma escola.

— Mas precisamos adotar um novo tipo de construção baseado em um modelo de unidade perfeitamente adequado — disse, acrescentando que se empenhará para diminuir a evasão através de investimento na qualificação do ensino com computadores e ampliando o tempo de permanência dos alunos na rede.

Verly aproveitou para informar que Nova Friburgo foi contemplada com a expansão do programa Mais Educação, que passa a abranger mais 50 escolas, perfazendo um total de 66, atendendo a 12 mil alunos.

Ao longo dos últimos 30 dias, a equipe da secretaria pesquisou e concluiu junto aos diretores, na sexta-feira, 14, um trabalho sobre “Visão”, que norteará as ações da Educação: ser um modelo de excelência, competência, comprometimento e ética; criar novos rumos para a educação pública através da construção do conhecimento e do desenvolvimento da capacidade crítica junto aos alunos; respeitar as diferenças; propiciar uma educação de justiça, igualdade e qualidade; e promover o exercício pleno da cidadania.

O que querem diretores, pais e moradores

Ana Cláudia de Oliveira, moradora de Campo do Coelho, entregou um abaixo-assinado, pedindo solução para o problema de falta de vagas na creche (Elvira da Silveira):

— Gostaria também que providenciassem um espaço para as crianças tomarem sol — disse, informando ainda que a Escola Hermínia Condack, no mesmo bairro, enche de água toda vez que chove: — Como a parte da frente não é cimentada, quando o chão está seco a poeira toma conta do ambiente. As crianças ficam com sérios problemas respiratórios — completou a dirigente Elisabete Demane.

O arquiteto da secretaria, Fernando Rodrigues, explicou que a escola apresenta esse tipo de problema, que é estrutural, porque foi construída abaixo do nível da rua.

— O projeto dessa escola não atentou para o detalhe do desnível do terreno, totalmente impróprio para esse tipo de construção. Do jeito que está sempre que chover vai alagar — afirmou, acrescentando que fará uma visita à unidade para tentar minimizar o problema.

O secretário aproveitou a questão levantada para anunciar a proposta do novo modelo de escola, com uma ou duas unidades em cada região para qualificar a infraestrutura física da rede:

— O número de alunos tem diminuído nos últimos anos. Temos que parar de comprar ou alugar imóveis inadequados para escolas porque eles acabam virando depósitos de crianças, o que não podemos tolerar, e os pais, compreensivelmente, tiram os filhos das escolas públicas e buscam alternativas na rede particular.

A dirigente Denise Raibert Gripp, da Escola Otelina Condack, apontou problemas na manutenção do encanamento e da rede elétrica; o presidente da associação de moradores de Conquista, Dirceu Tardin, e a diretora Carla Tardin, da Creche Dolores de Sá, falaram do excesso de crianças (121) nos ônibus (Faol), e da falta de uma quadra de esportes coberta; Patrícia Cordeiro, da Waldir Lopes, reclamou do vizinho, a Embrapa; Márcia de Moura, mãe de aluno (S.Lourenço), falou de suas preocupações e pediu uma reunião com o secretário, no que foi atendida.

A representante da comunidade de Conquista, Márcia Moura, pediu a implantação do programa EJA; a moradora Dulcinéia Fernandes, presidente da associação da Fazenda Rio Grande, que teve a creche totalmente destruída, pediu uma nova unidade. A diretora Mariléa de Fátima, da Honório Tardin, apenas agradeceu. De acordo com ela, em sua unidade não havia problemas. A audiência seguiu por mais de uma hora, não faltando sequer o relato da diretora Patrícia Fujimaki sobre o roubo, recente, na Creche Florândia:

— Levaram a merenda (reposta imediatamente), louça, panelas, talheres e até o radinho das merendeiras — lamentou.

Verly orientou as diretoras a enviar suas demandas, com estimativa de custo, para que a secretaria defina sua proposta orçamentária para 2012. E pediu que refletissem sobre o tipo de escola onde querem exercer a profissão que escolheram. Aos pais, perguntou que escolas desejam para seus filhos, e aos moradores, como deve ser uma unidade de ensino que dignifique o local onde vivem.

No encerramento, o secretário apresentou, através de data show, a maquete do projeto arquitetônico que servirá de modelo para as novas construções.

Para a quarta audiência, nesta quarta-feira, 25, das 18h às 21h, estão convocados os diretores das unidades de ensino das seguintes localidades: Amparo, Nova Suíça, Chácara do Paraíso, Rio Grande de Cima, São Geraldo e adjacências. Seus moradores e representantes, além de vereadores e quem mais desejar participar, estão convidados.

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