Editorial - Um olho no fogo outro na água

sexta-feira, 28 de agosto de 2009
por Jornal A Voz da Serra

ENTIDADES ambientais e outras ONG de Friburgo começam a olhar para o céu e o que veem não prenunciam tempo bom. O segundo semestre, caracterizado pela seca do inverno e as chuvas torrenciais do fim do ano, apontam para mais um período de desafios, torcendo para que nada de grave ocorra, porém, com um devido planejamento, sem tirar os pés do chão.

A CHEGADA da primavera traz com ela a seca dos meses passados, que persiste na região. É a época em que, somados à rotina da cidade as estradas e o trânsito, os bombeiros precisam se desdobrar com chamadas de incêndios que são praticados muitas vezes de forma criminosa, com finalidades diversas e transtornam a vida das comunidades. Na cidade e no campo, a fumaça faz parte do cenário friburguense.

AS QUEIMADAS ocorridas em anos anteriores deixaram muitos ensinamentos sob as cinzas das matas atingidas, sendo o que mais se evidencia a falta de reconhecimento das autoridades para a questão ambiental do município. Por motivos diversos, o município não possui uma estrutura que atenda não apenas a cidade, mas de proteção florestal para vigiar o imenso cinturão verde que nos cerca. A mata atlântica é um patrimônio natural público e precisa da proteção do Estado para sobreviver.

A GESTÃO ambiental não se resume a atividades burocráticas e requer o envolvimento com a imensa teia de entidades e colaboradores que formam o suporte das políticas ambientais. Nova Friburgo não depende simplesmente da fiscalização pública para agir e se fazer presente quando o assunto é o meio ambiente.

O ATUAL governo está aprimorando a gestão ambiental, integrada com a iniciativa privada e a sociedade civil, gerando mais práticas de preservação e conscientização da população. O patrimônio verde de Nova Friburgo, além de sua importância para o ecossistema da mata atlântica, significa também uma fonte de renda para o turismo e tem influência direta em nossa economia.

OS GOVERNOS podem e devem assumir compromissos com a gestão dos recursos naturais, de forma a torná-los relevantes para o desenvolvimento do município e imprescindíveis para a sociedade. Não queremos mais ler as notícias sobre o meio ambiente somente na coluna policial ou como outra tragédia da vida brasileira.

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