O DISCURSO da presidenta Dilma Roussef, na abertura dos trabalhos do Congresso Nacional, anteontem, pode ser visto como um esforço do governo para minimizar – ou eliminar – as conseqüências trágicas das chuvas que anualmente ceifam vidas em todo o país e que na Região Serrana do Rio foram inclementes com a população. Sua proposta é estabelecer um pacto contra a repetição de fatos como os ocorridos no dia 12 de janeiro.
NENHUM país tem condições de evitar completamente as tragédias naturais, porém, seus efeitos podem ser simplificados se o poder público estabelecer metas concretas de reassentamento da população que vive em áreas de risco e de prevenção contra as chuvas. Um desafio que a governante enfrentou logo nos primeiros dias de seu governo e que não deverá se repetir nos próximos anos. Pelo menos, foi o que ela prometeu.
A AÇÃO de reconstrução está sendo bem vista pela população, principalmente em Nova Friburgo. A forte presença do governo estadual com máquinas, equipamentos e recursos financeiros são indicativos que apontam para a superação das dificuldades enfrentadas pela classe empresarial e pela comunidade. O esforço do vice governador Luiz Fernando Pezão, em fazer retomar a normalidade na região é o melhor exemplo dessa disposição.
A PRESENÇA do político em tempo integral à frente dos trabalhos de reconstrução é uma certeza de que as promessas não ficarão no ar. Encontros esta semana já mostram que recursos não faltarão e que a iniciativa privada terá condições de reerguer suas atividades, normalizando a produção e garantindo os empregos de milhares de trabalhadores.
NOVA Friburgo ainda conta os seus mortos e os trabalhos não deverão acabar tão cedo. O longo processo de recuperação econômica, entretanto, está sendo bem dirigido e as perspectivas de volta à normalidade ainda será longo, porém, esperançoso. As autoridades, ao que parece, não estão dando as costas para este grave problema na região.
A VONTADE expressa da presidenta Dilma traz um pouco mais de alívio para a população serrana e poderá reverter esta adversa situação. O governo está empenhado. Agora, vale aguardar, de fato, que os trabalhos consigam chegar ao final e que os recursos financeiros sejam, efetivamente, liberados para a nossa pronta recuperação. Este é o desejo de todos os friburguenses.

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