EDITORIAL - Reação corporal

segunda-feira, 14 de abril de 2014
por Jornal A Voz da Serra

A REPÓRTER Karine Knust informou muito bem, na edição de sexta, 11, de A VOZ DA SERRA, a polêmica com os números do Ipea acerca de pesquisa Sistema Indicadores de Percepção Social. Números publicados erroneamente deram o que falar, provocando indignação generalizada no país. Mulheres que usam roupa que mostram o corpo merecem ser atacadas?

A RESPOSTA, corrigida rapidamente pelos técnicos, resolveu o mal-entendido, porém, não satisfez a população, que continua percebendo a característica machista da nossa sociedade e a fragilidade do sistema jurídico, que não pune convenientemente os infratores de um tema tão significativo como a violência contra a mulher.

EM BOA hora, a delegada Alessandra Andrade exerce um trabalho de defesa da mulher friburguense orientando e protegendo a sociedade, notadamente numa cidade com uma expressiva população feminina e uma efetiva participação no mercado de trabalho. Porém, a luta feminina depende da ação da mulher, denunciando a violência sofrida.

NOVA FRIBURGO, estatisticamente, é modelo de toda a trajetória de lutas, vitórias e derrotas das mulheres até consolidar uma posição igualitária ou maior em relação ao sexo masculino. Já ficou para a história a época em que as mulheres lutavam por conquistas como o trabalho, o voto e a educação. Hoje, superados estes percalços, vê-se que a luta é a mesma travada pelos homens em busca da qualidade de vida, dos melhores salários, das condições sociais dignas de se viver.

EM FRIBURGO, o avanço feminino em todas as áreas mostrou que as conquistas vieram e fincaram raízes. Maior contingente da população, as mulheres conquistaram direitos e vantagens que estão enraizadas na cultura friburguense, no estilo de viver da cidade. Trabalhadoras responsáveis, donas de casa, mães, estudantes dedicadas, elas estão presentes na economia do município, na vida social e nas relações políticas. 

DIFICULDADES ainda existirão, porém, o que vale ressaltar é a presença da mulher friburguense no trabalho e no lar, marcando a formação de gerações com dignidade e dedicação. A sua participação na construção de Nova Friburgo, sem dúvida alguma, será expressiva e marcante. Sem machismos.


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