EDITORIAL - Problema sem solução

domingo, 23 de novembro de 2014
por Jornal A Voz da Serra

EMBORA TÍMIDA, a reforma administrativa na Prefeitura, com a extinção da Autran e da Fundação Municipal de Saúde, criou entraves burocráticos que tornam difícil a realização de diversas tarefas. Agora, os dois órgãos são obrigados a se enquadrarem na rotina das demais secretarias, encontrando dificuldades para a manutenção de suas atividades. A Secretaria Municipal de Ordem e Mobilidade Urbana (Smomu), por exemplo, tem demorado a realizar compras e serviços essenciais, como a manutenção dos sinais de trânsito na cidade.  

PORÉM, MAIS IMPORTANTE que a modificação é constatar a dura realidade dos dias atuais, sendo um dos piores exemplos o transporte no município, onde sobram placas proibitivas e faltam vagas para os quase 100 mil veículos emplacados na cidade. Mesmo com a criação da Smomu, o problema persiste.

SEM VAGAS E CONTANDO com a dura vigilância contra infratores, as ruas se transformam num labirinto no qual motoristas não encontram saída. O jeito, infelizmente, é pagar — e caro — por uma vaga num estacionamento privado.

NÃO RESTA DÚVIDA que o ponto nevrálgico para quem quer vir de carro ao centro da cidade é a procura por vagas. Moradores e turistas lamentam as dificuldades e pedem, há muitos anos, a necessária modificação para permitir um livre escoamento do tráfego, mas até agora não foi realizada nenhuma mudança que viesse a favorecer os motoristas. Resultado: um trânsito lento e confuso.

AS PLACAS DE SINALIZAÇÃO proibitiva ou restritiva se espalham com velocidade na cidade, retirando do cidadão o livre trânsito. A solução encontrada pelos motoristas para as vagas gratuitas é chegar bem cedo ao centro da cidade, se quiserem arrumar um lugar, mesmo sabendo que já encontram as vagas "cativas” de um sem-número de moradores de prédios sem garagem, aumentando ainda mais o sufoco.

O TRÂNSITO TEM SIDO O RESPONSÁVEL pela desorganização generalizada nas grandes metrópoles brasileiras e o mal se alastra pelas pequenas e médias cidades, como Nova Friburgo. Buscar novas soluções antes que o mal se alastre e se enraíze, por enquanto, está somente nas cabeças dos motoristas. Nossas autoridades, infelizmente, ainda não acordaram para esta realidade, com prejuízos evidentes para toda a comunidade. Até quando?


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