UNANIMIDADE friburguense, o trânsito na cidade foi, de longe, o problema que mais transtornou a vida dos motoristas e pedestres neste ano. Mal planejado, sem fiscalização e apresentando um número cada vez maior de veículos em suas poucas ruas, o trânsito de Nova Friburgo fecha o ano devendo mudanças estruturais que possam levar um pouco mais de tranquilidade para a população e turistas.
EMBORA tenha feito algumas mudanças no secretariado, o prefeito Dermeval Neto continua tentando desatar o nó que impede a Autran de funcionar plenamente exercendo fiscalização e promovendo mudanças que possibilitem uma melhoria no trânsito. O esforço político, contudo, não está sendo suficiente para suprir as dificuldades que a cidade vem enfrentando há anos.
MAIS importante que todas as mudanças promovidas na prefeitura é constatar a dura realidade dos dias atuais, sendo um dos piores exemplos o transporte no município; sobram placas proibitivas e faltam vagas para os mais de 70 mil veículos emplacados na cidade e muitos outros que buscam Nova Friburgo para turismo e negócios. Este desafio deverá perdurar, infelizmente.
SEM vagas e contando com a dura fiscalização contra infratores, as ruas se transformam num labirinto no qual motoristas não encontram a saída. O jeito, infelizmente, é pagar – e caro – por uma vaga num estacionamento privado, deixando as ruas e avenidas para os funcionários públicos de todos os níveis, bancos, farmácias, supermercados, deficientes físicos, veículos de carga e um sem número de outros privilegiados.
MORADORES e turistas lamentam as dificuldades e pedem a necessária modificação para permitir um livre escoamento do tráfego, mas até agora a Autran não realizou nenhuma mudança que viesse a favorecer os motoristas. Resultado: um trânsito bagunçado que, a princípio, não deverá mudar com a velocidade exigida. Resta aguardar as mudanças para o ano que vem.
O TRÂNSITO tem sido o responsável pela bagunça generalizada nas grandes metrópoles brasileiras e o mal se alastra pelas pequenas e médias cidades, como Nova Friburgo. Buscar novas soluções antes que o mal se alastre está somente nas cabeças dos motoristas. Nossas autoridades, infelizmente, ainda não acordaram para esta realidade, com prejuízos evidentes para toda a comunidade. Quem sabe em 2011 possamos obter recursos financeiros e humanos capazes de promover a tão sonhada mudança.

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