A AUTRAN não conseguiu até agora corrigir o nó no trânsito causado pela inversão da mão da Rua General Osório e o permanente engarrafamento existente na confluência com a Rua Aristão Pinto. Até agora, passados muitos dias da infeliz mudança, motoristas e usuários daquela artéria só têm críticas a fazer. O local diariamente fica engarrafado e sem orientação de fiscais. Perde-se muito tempo para andar tão pouco.
A AVENIDA Euterpe Friburguense tornou-se caminho obrigatório para os milhares de estudantes que frequentam as escolas na Rua General Osório, que, além de saturada pelo trânsito diário da RJ-116, ainda recebe o fluxo enorme dos veículos e das linhas de ônibus que se destinam aos principais colégios friburguenses, aumentando ainda mais a confusão. Até os usuários do Hospital Raul Sertã condenaram a mudança.
A RUA General Osório é caracterizada pelo grande número de prédios residenciais, clínicas, consultórios e laboratórios médicos, além de escolas, que levam muitos a circular por ela diariamente. É uma tradicional rua de usuários e moradores e não deve ser transformada em pista de passagem, com todos os inconvenientes que a medida causa.
APENAS a inversão de mãos nas ruas da cidade não fará o trânsito de Nova Friburgo melhorar. A saturada RJ-116 que cruza a cidade é um desafio constante para autoridades e usuários, além de um significativo número de veículos que satura as poucas vias de circulação, somando-se às motocicletas, ônibus e caminhões.
NÃO DEVEMOS imaginar uma solução antes de questionarmos a política de transporte no município, pois o trabalho deve ser integrado e participativo. Outras soluções devem ser acrescentadas ao debate, como a melhoria das pistas, a implantação da bilhetagem eletrônica os ônibus e uma sistemática campanha de educação no trânsito para os friburguense.
PARA QUE o caos não continue, será preciso um esforço mais que político. É preciso investir maciçamente na reformulação do trânsito, se as autoridades quiserem resolver o problema de forma madura e duradoura. Mexer por mexer, como estão fazendo os técnicos e especialistas da autarquia, só aumenta o sufoco dos motoristas, o estresse e a irritação. Muitas vezes corrigir o erro com humildade é uma decisão de sabedoria.

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