ESTÁ EM VIGOR, desde sábado passado, uma lei municipal de autoria da vereadora Vanderléia Pereira Lima que prevê multa de 100 reais para quem jogar lixo nas ruas da cidade. A nova lei segue o exemplo da Prefeitura do Rio de Janeiro, que já vem aplicando a operação Lixo Zero desde agosto passado, com sucesso.
A POPULAÇÃO abraça esta ideia e, de acordo com opiniões de friburguenses, conforme verificado na edição de ontem de AVS, a medida deveria ter sido implantada há mais tempo, a exemplo de outras de caráter ambiental, como a redução das sacolas plásticas no comércio.
CADA CHUVA FORTE que cai na cidade traz, na enxurrada, um dos grandes causadores de entupimentos, sujeira e poluição — as embalagens e sacolas plásticas. São elas responsáveis por transtornos que até agora continuam a tornar o meio ambiente um assunto sério, que preocupa governos, empresas e cidadãos.
UMA DAS MAIS expressivas decisões para as ações de sustentabilidade foi tomada pelos supermercados brasileiros, banindo ou minimizando a utilização de sacolas plásticas em todos os seus estabelecimentos. Muitos países e cidades tomaram providências semelhantes. Grandes redes de varejo nos Estados Unidos estão premiando com dinheiro ou créditos a iniciativa de consumidores que carregam suas próprias sacolas reutilizáveis.
OS AVANÇOS da política ambiental brasileira beneficiam de fato Nova Friburgo, incentivando a um maior cuidado com o rico patrimônio natural que o município possui. O cuidado com o lixo é uma extensão da preocupação da sociedade com a melhoria da qualidade de vida e com a preocupação de deixar um mundo melhor e mais limpo para os nossos descendentes.
O LIXO RECICLADO em Nova Friburgo ainda está distante das atitudes ambientalmente corretas sonhadas por todos. Por questões diversas, da falta de interesse individual à coleta seletiva por todos os bairros e à implantação de lixeiras, o município ainda não se adequou à nova prática. Para uma cidade com forte vocação turística e ecológica, tal atitude ampliaria ainda mais a imagem de Friburgo por sua qualidade de vida.
MAIS QUE A MULTA prevista para os "sujões”, a partir da educação ambiental, pode-se colaborar bastante para esta tomada de consciência. Porém, cabe aos governantes a tarefa de liderar esta mudança, oferecendo alternativas que beneficiem a população, ao mesmo tempo em que cria mecanismos mais eficientes de proteção ao meio ambiente. É uma tarefa para agora.

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