Editorial - Mudança de hábitos - 15 de junho 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011
por Jornal A Voz da Serra

NÃO CHEGA a surpreender a queda no movimento noturno em bares e restaurantes do Cônego e Mury, como informou o colunista Giuseppe Massimo na edição de ontem de A VOZ DA SERRA. A lei seca que tornou mais rigorosa a punição para quem dirige embriagado tem deixado beberrões inseguros, porém a população fica livre de riscos provocados por tais motoristas.

MOTIVOS para a implementação da lei não faltam. Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre álcool, divulgado no início do ano, mostrou o Brasil entre os países com aumento do uso excessivo de bebida alcoólica, que pode levar à consequências graves, como lesões e risco de acidentes. A OMS considera consumo abusivo quem bebe 60 g ou mais de álcool puro, pelo menos uma vez por semana.

O ALERTA já havia sido dado pelo próprio governo brasileiro há dois anos atrás. Como mostrou pesquisa do Ministério da Saúde em âmbito nacional, a proporção de pessoas que declaram consumir álcool abusivamente cresceu de 16,2% para 18,9%. Nada a comemorar sobre esta preocupante estatística, que também está associada à violência, a acidentes de trânsito e a doenças diversas.

MUITAS cidades brasileiras estão obtendo bons resultados com a implantação da lei seca. Os motoristas, principalmente os cariocas, escolheram por cumprir o Código do Trânsito Brasileiro. Em boa hora, após a lei, houve uma tomada de consciência dos riscos de se combinar a bebida com o volante. Aos poucos, num esforço conjunto, vamos conseguindo reverter o quadro de acidentes, em nome da segurança de todos, motoristas ou não. A bebida ficou por conta do carona, motivando muitos a modificarem hábitos, tornando a direção mais segura.

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