EDITORIAL - Hábito que não muda

quarta-feira, 26 de novembro de 2014
por Jornal A Voz da Serra

NESTA ÉPOCA de compras natalinas, os consumidores repetem a atitude de utilizar as conhecidas sacolas plásticas, mostrando o que a maioria já sabe, mas não é capaz de mudar: o uso desmesurado das mesmas pela população. Tudo cabe numa sacola, menos a conscientização para a sua devida utilização, buscando a racionalidade e não somente a praticidade.

PASSADOS quatro anos da promulgação de lei estadual que disciplina o seu uso pelas empresas, elas continuam fazendo parte do cotidiano. Estão nos supermercados, lojas, restaurantes, farmácias e todo tipo de estabelecimento comercial. E, ao que parece, vão permanecer ainda por um longo tempo.

NÃO É demais lembrar que a cada hora, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, são consumidas cerca de 1,5 milhão de sacolas no país, 36 milhões ao dia. No mundo, o número vai às alturas: 500 bilhões anualmente. Além de poluentes, causam muitos outros impactos ambientais, sendo responsáveis por entupimentos de bueiros e saídas d’água, provocando os costumeiros estragos em épocas de chuva na cidade.

A REDUÇÃO do uso das sacolas plásticas conta com o apoio da população e como já ocorre em muitas cidades em todo o país, inclusive em Nova Friburgo, a medida tem sido bem aceita e compreendida por todos. A sociedade, lentamente, vem se conscientizando dessa necessidade e a cada dia pode contribuir mais, recusando-as, eliminando sua circulação, substituindo-as por bolsas ou outra embalagem retornável.

NÃO É difícil para o cidadão, nos dias atuais, compreender a importância do meio ambiente e as consequências que podem ocorrer com o uso indiscriminado dos recursos naturais e o consumo excessivo. Trata se de fenômeno que deve ser estancado ou, pelo menos, minimizado.

A EDUCAÇÃO ambiental é o caminho para esta mudança de paradigma. Através dela, as novas gerações aprenderão a valorizar o assunto como de importância para toda a vida. Mas, principalmente, cabe aos governantes a tarefa de liderarem esta mudança, oferecendo alternativas que beneficiem a população, ao mesmo tempo em que cria mecanismos de proteção ambiental. É uma tarefa de todos, para agora. O meio ambiente não pode esperar.


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