Editorial - Educação e paciência

quarta-feira, 14 de outubro de 2009
por Jornal A Voz da Serra

A EDUCAÇÃO do trânsito vem sendo objeto do esforço do governo municipal, porém, os efeitos ainda não foram sentidos pela população. As escolas, por movimentar número expressivo de jovens cidadãos, devem dar o exemplo e a Autran pode colaborar, em muito, na formação de uma nova mentalidade, mais preventiva e atenta às regras de trânsito, a despeito de conseguir sensibilizar os atuais motoristas.

A ESTES, cabe olhar ao redor e se conscientizar das dificuldades na coexistência do automóvel com o homem. Ao contrário do que muitos teimam em pensar, o homem ainda é mais importante que a máquina. A violência do trânsito, infelizmente, ensina o contrário dos regulamentos e a banalização da vida atinge níveis que preocupam e tornam o convívio social mais difícil.

AS MEDIDAS de prevenção de acidentes estão sendo implementadas aos poucos e um importante passo foi dado com relação à educação das crianças para o trânsito. É importante criar uma cultura prevencionista que comece cedo, nos bancos escolares. Prioridade nas políticas de trânsito do país, o pedestre ainda não pode se sentir recompensado em Nova Friburgo. Ao contrário, o grande número de veículos impõe um trabalho diuturno das autoridades, planejando a cidade para esta complexa convivência

O ASSUNTO não é novo e tende a piorar. Com frequência, A VOZ DA SERRA reporta em suas edições um grande número de atropelamentos e colisões com vítimas, provocado pelo trânsito em nossa cidade. Apressados e sem cautela, inúmeros motoristas e pedestres são vítimas de acidentes por falta de uma maior conscientização sobre os riscos que a convivência com o automóvel provoca. O resultado é quase sempre a perda de vidas, sequelas e outros graves problemas.

PARA QUE a estatística não aumente, torna-se necessário uma ampla campanha de conscientização levando motoristas e pedestres a compreender a extensão do problema, visando à diminuição de acidentes. Porém, a proposta não depende apenas do governo. Depende, fundamentalmente, de toda a sociedade organizada, notadamente os meios educacionais, adotando um processo de informação que comece bem cedo, ainda nos bancos escolares.

MUITAS cidades que implantaram políticas de educação no trânsito estão obtendo êxito, graças à informação e à disseminação de campanhas, envolvendo motoristas, pedestres e as novas gerações que ainda não estão no comando dos veículos. A medida promoveu uma conscientização suficiente para baixar os índices de acidentes. O exemplo pode ser seguido com sucesso em Nova Friburgo.

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