A POUCOS dias das eleições no Brasil, os candidatos prometem tudo, menos reduzir os impostos e, com isso, o tamanho da mordida do Estado sobre as empresas e o cidadão. O impostômetro, que contabiliza a arrecadação tributária nacional, está chegando à casa dos 800 bilhões de reais neste final de setembro e são concretas as chances de ultrapassar R$ 1 trilhão em dezembro próximo.
DADOS DO Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostram que 36% do total produzido no país nos primeiros seis meses do ano foram pagos em impostos. A elevada carga tributária nacional faz vítimas em todas as classes sociais do Brasil. Uma conta de luz ou telefone vem repleta de tributos que aumentam em mais de um terço o valor pago efetivamente pelo consumo.
EXISTEM casos piores, principalmente para os apreciadores de bebidas, como a cachaça, que pagam 81,8% de imposto, ou o fumante, que deixa 80,4% para o Leão, ou o viciado em videogames, que desembolsa 72,1% para o governo. O Brasil é o país com a carga tributária mais elevada dentre as nações da América do Sul e do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).
A TÃO sonhada reforma tributária ainda não conseguiu sair do papel e a conclusão é drástica: sai governo, entra governo, e a proposta não apareceu na pauta de discussão do Congresso. Enquanto ela não sai, estados e municípios ficam impossibilitados de empreender as reformas nas suas respectivas bases. No caso friburguense, o dilema é o mesmo.
AS DIVERSAS facetas da economia friburguense, com forte vocação industrial, requerem medidas por parte dos poderes públicos que possam dar continuidade a este processo de desenvolvimento. O crescimento das exportações friburguenses e a consolidação das indústrias metal mecânicas e de moda íntima são fortes indicadores para a ampliação de políticas de incentivo e promoção.
A REFORMA desejada pelas classes produtivas e pela população em geral precisa ser agilizada em nome do crescimento nacional. Caso contrário, o país ficará refém de políticas econômicas que impedem a expansão industrial, o aumento da renda do trabalhador e a elevação do consumo. Os candidatos sabem disso e os eleitores devem procurar votar naqueles comprometidos com a questão. Para o bem de todos.

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