Editorial - Cuidado redobrado - 15 de julho

sexta-feira, 15 de julho de 2011
por Jornal A Voz da Serra

A TRAGÉDIA de janeiro expôs com mais clareza as dificuldades de Nova Friburgo no que diz respeito à estrutura do governo para atender com eficiência os serviços solicitados pelos cidadãos. Enquanto a prefeitura se esforça para conseguir verbas e realizar obras e serviços decorrentes da chuva, também procura medidas de embelezamento da cidade, formando mutirões de limpeza nos bairros e distritos, inclusive na área central, valorizando o patrimônio municipal.

POR ONDE passa, o friburguense encontra entraves em seu caminho. E também sobre suas cabeças. Calçadas esburacadas, tapumes em obras inacabadas, rebocos de velhas pinturas e marquises mal cuidadas revelam que a cidade precisa urgentemente de manutenção. Não é de hoje que a população convive com estes problemas, tornando a vida do pedestre, se não difícil, pelo menos mais arriscada.

OS EXEMPLOS estão em toda a parte. A VOZ DA SERRA frequentemente mostra as preocupações da comunidade com os rebocos e marquises que oferecem risco de acidentes. Muitos imóveis descuidados, além de tudo, traduzem um aspecto de desleixo urbano. E isto fere a imagem da cidade em todos os aspectos como o turismo e os negócios.

AS CALÇADAS representam um perigo constante devido às irregularidades do piso, expondo o pedestre aos riscos de um acidente, sem falar no desconforto para os caminhantes e também os deficientes. Tal fato ocorre frequentemente e mostra que os proprietários não se preocupam nem com as calçadas. Resultado: buracos e um grande risco para uma livre circulação.

COM UM número expressivo de pedestres que circulam diariamente, ainda não foi possível sensibilizar os proprietários a colaborar com a comodidade e o embelezamento que todos queremos. Hoje isto não pode ser garantido. Mas existem muitos que procuram tratar com zelo o patrimônio.

NOVA Friburgo ainda enfrenta desafios de ordem urbana que devem ser superados com a consciência e a boa vontade de todos os moradores. A tragédia de janeiro veio somar uma série de outras dificuldades e não basta apenas a prefeitura fazer a sua parte. Proprietários de imóveis ou não, cabe a todos buscar as melhores soluções para a qualidade de vida e o respeito ao ambiente. Afinal, é o que queremos com o trabalho de reconstrução.

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