O ESTADO do Rio está preparado para se tornar o polo de agricultura sustentável do país. E não é apenas uma promessa. A afirmação foi feita pelo secretário de Agricultura, Christino Áureo, durante a cerimônia de abertura do 12º Congresso de Agribusiness, nesta terça-feira. Com o apoio financeiro do Banco Mundial, recentemente acertado, o governo terá dinheiro suficiente para acelerar este desenvolvimento.
AS METAS ambientais são ambiciosas, segundo o governo. Nos planos estão incluídas a preservação de nascentes, reposição de matas ciliares, recuperação de solos degradados e apoio ao agricultor no cumprimento do Código Florestal. Com este avanço, Nova Friburgo espera dias melhores no trabalho de reconstrução de sua área rural.
A AGRICULTURA friburguense tem tudo para conseguir melhores dias com o governo estadual, auxiliada pelos políticos da cidade. Dentro das perspectivas de crescimento municipal, este setor tem peso considerável e, mais ainda, possibilidades concretas de desenvolvimento. Detemos recordes fluminenses e nacionais de produção, como a olericultura, a floricultura, além da fruticultura do morango e do caqui. Para isso, toda a rede produtiva precisa receber incentivos.
O TRABALHO realizado pela secretaria municipal de Agricultura desde a sua criação tem sido de fundamental apoio ao agricultor, através de políticas de aumento da produtividade. Porém, não é suficiente para fazer crescer este setor da economia, que precisa, além das verbas, de assistência técnica e fomento à pesquisa também da iniciativa privada, além de infraestrutura de serviços públicos.
O PROGRESSO da área rural, lamentavelmente, esbarra em dificuldades estruturais, como a ausência de malha viária confiável, de telefonia móvel e da Internet. Até agora as autoridades não conseguiram reverter a exclusão social, que vem impedindo o acesso à informação e ao agronegócio de centenas de produtores rurais e seus familiares.
CERCA DE 85% do total de propriedades rurais do pais pertencem a grupos familiares. São milhões de pessoas que têm na atividade agrícola praticamente sua única alternativa de vida, em mais de 5 milhões de estabelecimentos familiares, ou 70% da população ocupada na agricultura. Nova Friburgo também possui as mesmas características e as mesmas necessidades.
A ATENÇÃO do governo deveria recair também para a agricultura orgânica e sua presença cada vez maior no consumo nacional. Afinal, para termos a “alma verde”, devemos expurgar o agrotóxico que agride a terra e debilita os homens, e cuja presença no solo rural é sempre alertada por ambientalistas friburguenses.
PARA fortalecer a agricultura familiar é necessário pensar num projeto de crescimento sustentável que leve em conta o seu enorme potencial econômico, e também a sua dimensão sociocultural e ambiental. A área rural friburguense oferece todas as condições para um pleno desenvolvimento e só precisa receber das autoridades a atenção que merece. Parece que o governo estadual, finalmente, está disposto a modificar o cenário rural fluminense, para satisfação de todos.

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