O GOVERNO FEDERAL autorizou nesta quinta-feira, 27, um aumento de até 5,68% no preço de remédios, que passa a valer a partir do dia 1º de abril. O aumento, contudo, vai variar por níveis de participação no mercado, ou seja, de 5,68% para medicamentos genéricos com participação superior a 20% até os medicamentos genéricos com participação abaixo de 15%.
NO NÍVEL 1, estão 53,3% dos medicamentos tabelados, como anti-hipertensivos, remédios para colesterol, diabetes, antiácidos, analgésicos e antibióticos. No nível 2, estão 0,84% dos medicamentos tabelados, como o anestésico lidocaína. No nível 3, estão 45,86% dos medicamentos tabelados, como os para o tratamento de câncer e doenças cardiovasculares.
O ANÚNCIO do aumento vem se somar às imensas dificuldades da população em obter os medicamentos via saúde pública, devido ao custo dos remédios e a morosidade dos governos em obterem tais produtos. Já se tornou corriqueira a lamentação da população, inclusive a friburguense, pela falta dos remédios nas prateleiras das farmácias públicas, prejudicando principalmente a população idosa.
O AUMENTO mostra que o país não evoluiu nos mecanismos de proteção aos idosos, tratando com desdém a terceira idade, ainda que esta seja responsável por 16% da renda das famílias brasileiras. A providência do governo ao tratar este assunto deve, portanto, ser maximizada pelos organismos de proteção e fiscalização, visando encurtar a diferença dos tratamentos a este importante setor da população. Os exemplos podem ser enumerados em diversos aspectos, porém a saúde vem se constituindo no grande mal a afligir os mais velhos.
POR FALTA de políticas públicas de proteção, os idosos são tratados com total falta de respeito, ignorando as mais elementares regras de proteção, deixando quem já deu sua força de trabalho ao sabor das conveniências. Contra eles estão diversas formas de violência, que vão dos maus-tratos e da intolerância à falta de lazer, comodidades urbanas e benefícios na aquisição de medicamentos. O que tem sido feito a favor são as pequenas medidas que não minimizam o drama da velhice no país.
AS DIFICULDADES só fazem empurrar os idosos para longe das atividades culturais, do lazer e do entretenimento, assim como no respeito a quem já deu tanto pelo país. A própria Previdência Social não assume posição protetora do idoso, pagando aposentadorias irrisórias, fazendo com que o dinheiro recebido seja no máximo utilizado para a aquisição de medicamentos. As dificuldades se estendem por demais serviços, levando o idoso a ser considerado um fardo na vida nacional, apesar do discurso demagógico dos políticos.
A TERCEIRA IDADE precisa ser respeitada através de políticas públicas de reintegração e ambientação, permitindo que os mais velhos sejam reconhecidos, quer no âmbito familiar, quer no convívio social com a cidade, recebendo do governo a devida proteção. Novas medidas devem ser introduzidas, valorizando os idosos, em respeito aos cabelos brancos e em reconhecimento aos serviços prestados. No Brasil, infelizmente, os idosos estão na mira dos políticos apenas em épocas eleitorais, o que é condenável sob todos os aspectos.

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