Doar para salvar

terça-feira, 16 de junho de 2015
por Jornal A Voz da Serra

DADOS DA Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, todos os anos, 108 milhões de doações de sangue são feitas em todo o mundo. Metade delas é registrada em países de alta renda, onde vivem 18% da população mundial. No Brasil, a doação de sangue é feita por meio dos serviços de hemoterapia público a privados, onde são contabilizados cerca de 3,7 milhões de coletas por ano.

NO DIA Mundial do Doador de Sangue, lembrado no último domingo, 14, a OMS lançou a campanha Obrigado por Salvar Minha Vida. A ideia é incentivar as pessoas que já doam sangue a se tornarem doadores regulares e os que nunca doaram a doar pela primeira vez. Desde 2004, houve um aumento de 25% nas doações de sangue em todo o mundo. Pode doar sangue pessoas com idade entre 16 e 69 anos que pesem acima de 50 quilos e gozem de boa saúde, sem fazer uso de nenhum medicamento.

O HEMOCENTRO de Nova Friburgo, assim como os demais do país, encontra dificuldades diárias para manter o estoque de sangue em níveis mínimos de segurança para atender não só a população friburguense, mas, ainda, a de mais 12 municípios da região, o que torna o problema ainda mais grave. O nível de doações está abaixo do mínimo necessário, que seria entre 35 e 40 bolsas de sangue.

A SITUAÇÃO somente poderá ser resolvida através da solidariedade. As pessoas que necessitam de transfusão podem contar somente com os saudáveis e que se dispõem doar sangue. É a única esperança de vida para milhares de pessoas. Trata-se de um ato humanitário que o friburguense certamente não saberá negar, pois a tradição solidária de nossa população vem sendo demonstrada em diversas atitudes de amor ao próximo.

UM HOSPITAL com a abrangência do Raul Sertã, com características regionais, devido à inexistência de outros hospitais do mesmo porte para atender a diversos municípios do Centro-Norte, necessita de sangue disponível em quantidade e qualidade adequadas. Sem o sangue, cirurgias são canceladas e é enorme o ônus se isto vem a ocorrer. É preciso, pois, compreender a importância da doação para manter os níveis adequados para o pronto atendimento hospitalar.

O CIDADÃO comum, ao se preocupar com a sorte dos outros, ao se mobilizar por causas de interesse social e comunitário, estabelece laços de solidariedade e confiança mútua que nos protegem em tempos de crise. Por tantos benefícios que o gesto traz para o voluntário — no caso específico o doador de sangue — é que o voluntariado merece ser valorizado, apoiado, divulgado e fortalecido.

O PROBLEMA com a doação de sangue em Nova Friburgo só diminuirá com a conscientização da sociedade para a importância do ato. Trata-se de um pequeno gesto que pode salvar vidas e não deve ser visto com indiferença pela população.

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