Interditada, Afape busca soluções para a sua sede
Eloir Perdigão
A história se repete. A Associação Friburguense de Pais e Amigos do Educando (Afape – Avenida José Pires Barroso 1001, Via Expressa, Olaria) foi prejudicada pelas chuvas mais uma vez. O fato já havia acontecido em 1989 e 2005, nesta última causando grandes estragos. Na tragédia de janeiro a entidade, que cuida de portadores de necessidades especiais, foi mais uma vez atingida. O resultado é que a sede encontra-se interditada pela Defesa Civil.
O presidente Jorge Wilson Soares Vieira comenta que em julho de 2010 engenheiros de uma empresa da cidade visitaram a sede da Afape e constataram não haver calhas para escoar as águas pluviais. Quando a água caía do telhado deteriorava o solo. Em 2005 as chuvas causaram grandes problemas estruturais, inclusive no saguão de recreação dos 301 clientes-alunos. As telhas tiveram que ser retiradas em 70% daquele espaço, a pedido da Defesa Civil, juntamente com suportes e armações do telhado. Com isso, as atividades foram muito prejudicadas, como os eventos que auxiliam nas despesas da entidade. Para amenizar a situação, a diretoria fez outra varanda, menor, com ajuda da empresa Pedrinco.
Quando a situação parecia remediada, veio a tragédia das chuvas de janeiro, o que provocou um desbarrancamento em cerca de 50 metros da margem esquerda do Rio Cônego, nos fundos da sede da Afape. Quem passa pela Via Expressa não faz ideia do problema. A parte mais ameaçada do prédio ficou sendo a cozinha. Por causa do acidente natural, toda a sede foi interditada pela Defesa Civil.
Para que o ano letivo da instituição não fique prejudicado, a intenção da diretoria é conseguir um lugar para dar continuidade às atividades com os clientes-alunos. Já foram mantidos alguns contatos, mas até agora não houve uma definição para a situação bastante complicada para os pais, já que os filhos permanecem em casa enquanto precisam trabalhar ou têm sérios problemas financeiros. Na Afape, além do aprendizado e das atividades, há café da manhã, almoço, café da tarde e jantar.
Jorge Wilson pretende solicitar à Defesa Civil uma nova vistoria no prédio da Afape. Caso a interdição total permaneça, uma nova sede para a instituição poderá ser providenciada. Como a Afape mantém convênios tanto com os governos estadual quanto municipal, o presidente aguarda contato das duas esferas para saber como proceder. Ele não afasta a possibilidade de levar engenheiros amigos seus para que deem um parecer.
A sede da Afape na Via Expressa tem dez anos e foi construída sobre aterro. Em novembro de 2010 a empresa Tecnosolo fez fundações no terreno da Afape e só encontrou solo firme a 12 metros de profundidade. Enquanto isso, Jorge Wilson aguarda soluções tantos para os problemas antigos quanto os atuais; se o imóvel tem recuperação ou não, se muros de contenção resolvem ou não. “É o futuro da Afape que está em jogo. A decisão não pode demorar”, finalizou.

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