Deputados retomam análise do pacote do governo

Com galerias abertas para manifestantes, clima na Alerj foi mais pacífico no segundo dia de debates
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
por Alerrandre Barros
(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

As galerias da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) receberam 280 pessoas que acompanharam nesta quinta-feira, 17, o segundo dia de debate dos deputados sobre o pacote de austeridade apresentado pelo governo estadual. Na pauta da sessão, os parlamentares analisaram o polêmico aumento de 11% para 14% contribuição previdenciária de servidores e também puderam apresentar emendas sobre itens debatidos no dia anterior. 

No lado de fora do palácio, servidores voltaram a ocupar os arredores do prédio em protesto contra o pacote. A Alerj continua cercada por tapumes e fortemente vigiada por agentes das forças de segurança. Manifestantes do Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais-RJ (Muspe) e transeuntes que passavam pelo local celebraram com dois bolos a prisão do ex-governador do Sérgio Cabral pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, 17. O protesto aconteceu de forma pacífica.

Os deputados começaram a analisar 21 projetos de lei enviado pelo governador Luiz Fernando Pezão, na última quarta-feira, 16, para equilibrar as contas públicas, caso contrário, a previsão é de um déficit de R$ 52 bilhões até dezembro de 2018. O pacote será discutido em sessões ordinárias e extraordinárias no plenário da Alerj, até o próximo dia 30. A votação das medidas está prevista para dezembro. 

O projeto que criava um desconto extra 16% na folha de servidores e aposentados foi devolvido pela Alerj depois da repercussão negativa da proposta. Os parlamentares também decidiram que os projetos que extinguem a Suderj, o Ceperj e a Fiperj serão retirados de pauta e só voltarão a ser discutidos em fevereiro de 2017. A medida que previa a extinção do triênio, por significar um aumento salarial de três em três anos, também foi suspenso por determinação liminar da Justiça do Rio.

TAGS: ALERJ | Crise