DEPOIMENTOS - 06/02/2013

terça-feira, 05 de fevereiro de 2013
por Jornal A Voz da Serra

“A morte do Laercio é uma perda não só para o jornalismo de Friburgo, mas também do Brasil. Ele simbolizou a luta heroica do jornalismo do interior, que enfrenta todas as dificuldades, principalmente a de anunciantes, que em geral não entendem o papel do veículo. Costumo dizer que fazer jornalismo nas capitais é fácil, o difícil é fazer jornalismo na província. Quando Américo, seu fundador, morreu, temia-se pelo futuro de A Voz da  Serra. Com competência e equilíbrio, Laercio soube dar continuidade ao projeto do pai, levando-o a ser o que é hoje: o importante porta-voz dos anseios de Nova Friburgo.” 
Zuenir Ventura


Um amigo que se vai 
“É. Mais um amigo parte antes de mim. Que vazio! Uma das principais razões por que amo Nova Friburgo são os amigos que me receberam, quando aqui cheguei. Um dos primeiros, talvez o primeiro, foi o Laercio Ventura. 
Mal chegada a esta cidade-maravilha, procurei minha tribo profissional em A Voz da Serra. Ao identificar-me ante seu diretor, tiver a grata surpresa de ser sua conhecida, através de minhas crônicas na revista O Cruzeiro. Fui recebida com honras que eu nem merecia. Com seu jeito simples e espontâneo, colocou seu jornal à minha disposição como veículo para escrevinhar meus sonhos e meu sentir gratificante. 
Daí, firmou-se a amizade sincera e tão preciosa para quem chega a terra estranha. Ao lado de sua companheira e esposa Maria José, o convívio a revelar o lado humano que a eles me prenderia. Almoços e jantares festivos com toda a brilhante equipe que, durante tantas gloriosas décadas, o ajudariam a fazer de seu jornal a verdadeira voz do povo friburguense. Exemplo vivo da imprensa livre a defender os direitos e a orientar os deveres dos cidadãos que enobrecem Nova Friburgo. 
Laercio partiu cedo demais. Mas com sua missão plenamente cumprida. Se choramos e lamentamos sua ausência, tenho certeza que essa ausência será sempre presença em nossa lembrança e gratidão pelo tempo que esteve entre nós. 
Agora, já conhecendo o mistério do além-vida material, ele deve estar sorrindo em paz ao lado de nosso Criador Supremo. A lembrar quanto bem fez por sua cidade, sua gente, seu chão querido. A paz de quem sempre deu o melhor de si para os seres queridos, os amigos e a milhares de leitores que aqui ficaram.” 
Lurdes Gonçalves, jornalista


“A imprensa friburguense certamente amanheceu mais triste hoje. Seu Laercio antes de chefe era amigo, solidário e um homem com esperança de ver sua cidade mais humana. Jamais vou esquecer da primeira oportunidade profissional e do meu primeiro estágio, oferecido por esse senhor. Seu Laércio leva a admiração de muitos e a certeza de que cumpriu seu papel. Descanse em paz...”
Bruno Pedretti, jornalista


Morre uma parte do Jornal A Voz da Serra
“Embora não tenha conhecido-o pessoalmente, sempre tivemos o aval dele em nossas solicitações. Nós da familia Ysun-Okê estamos nos aparelhando com seus familiares neste momento de grande perda. Em minha crença religiosa tenho a certeza de que nesta Terra ele já cumpriu a sua tarefa e neste momento está sentado ao lado do Pai esperando a sua nova tarefa. Descanse em paz, Laercio Ventura, e de onde está conforte a tristeza dos seus. Aos familiares e amigos: não lamentem a sua perda, mas sim, lembrem sempre de tudo de bom que passaram e vivenciaram juntos.” 
Ilma Santos, presidente do CCAB Ysun-Okê


Laercio Ventura: amigo dos amigos
“É com muita tristeza e emoção que escrevo essas linhas para homenagear o nosso eterno amigo Laercio. Com certeza já foi acolhido por Deus e ficará para sempre marcado na história da nossa cidade e da minha
Vida, em especial.
Um sentimento diferente toma conta nesse momento. A perda de familiares e pessoas queridas sempre nos remete à tristeza e desolação. Mas a saída do Laercio do nosso convívio representa muito mais que a passagem de uma pessoa da qual gostamos muito.
Um companheiro de muitas histórias, um conselheiro de verdade, um amigo dos amigos. Aprendi muito com ele durante todos esses anos de convívio. Sempre em tom conciliador, procurava nos orientar, baseado em sua experiência. E dizia: ‘Cada dia é um novo dia, e nessa vida o mais importante é jogar para somar e não para dividir’.  Sabia lidar como ninguém com um dos mais nocivos males desse mundo: a vaidade humana.
Vaidade essa que não era uma característica sua, muito pelo contrário, com gestos simples e vida mais simples ainda, ajudou a muitos sem nada pedir em troca.  
Participou ativamente do progresso dessa cidade, sempre apoiando novos projetos, novas ideias e novos desafios. Nesse momento de profunda dor,  gostaria de mais uma vez agradecê-lo por tudo que fez por mim e por muitas pessoas que, como eu, tinham o privilégio de chamá-lo de amigo.
À família, desejo força e muita fé em Deus para que possam superar e continuar a sua luta por uma cidade melhor e mais justa.”
José Alexandre Almeida


“A diretoria da Sociedade Amigos da Marinha - Nova Friburgo apresenta os mais sinceros sentimentos de pesar à família do jornalista Laércio Rangel Ventura—Amigo da Marinha—pelo seu recente falecimento.
Laércio Rangel Ventura estará sempre presente na memória de todos os soamarinos pelo seu trabalho de divulgação da Soamar-NF, do Sanatório Naval de Nova Friburgo e da Marinha do Brasil.
Respeitosamente,”
Nelson Alvarez de Souza, Presidente da Soamar-NF, jornalista, 10 anos de serviços em A Voz da Serra
“A União Brasileira de Trovadores - Seção Nova Friburgo apresenta votos de pesar pela perda do grande amigo Laercio Rangel Ventura. Aos familiares e funcionários de A Voz da Serra os nossos sentimentos, na certeza de que a Missão de Laercio foi cumprida de acordo com os desígnios divinos.”  
UBT-Seção Nova Friburgo


“Laércio, nome importante para a cidade de Nova Friburgo, uma perda lamentável e um paradigma inigualável, no qual tive a felicidade de conhecer e num momento de minha vida quase trabalhei ao seu lado no grande Jornal A Voz da Serra. Mas por caminhos da vida não pude estar no diário mais lido da região. Já a minha falecida Mãe trabalhou diretamente com Ele numa grande fábrica na cidade. Em algumas reuniões conheci o Laercio, pessoa tímida, de coração bom, trabalhadora seguindo o legado que lhe fora deixado pelo seu Pai, que agora prossegue deixando para o próximo Ventura e toda a equipe, a missão de seguir com a árdua tarefa de colocar a magnitude de um jornal do interior com todas suas dificuldades variadas e barreiras políticas na mão do leitor. Amigo Laercio, onde estiver saiba que o seu trabalho foi muito bem feito, e Você foi e sempre será um vencedor, pessoa merecedora de um eterno descanso e onde permanecer olhe e ajude Nova Friburgo, pois como sabe a cidade precisa de todas as orações possíveis para sairmos deste atraso cultural da maioria dos nossos governantes. Força para toda a Família e descanse em Paz.” 
Júlio Salomon


Os servidores do Ibama Nova Friburgo estão consternados com o falecimento do nosso amigo Laercio Ventura. O Ibama perde um grande parceiro e defensor do patrimônio ambiental de nossa região. Nossos pêsames à família.”
Ibama Nova Friburgo/RJ


À Família Ventura,
Aos jornalistas e funcionários do A Voz da Serra,
E aos amigos do Sr. Laercio Ventura.
“Certo dia de 2012, não me lembro do mês, telefonei para o Jornal A Voz da Serra para falar com o Sr. Laercio Ventura sobre assuntos comerciais. Depois de anos sem contato direto com ele, de cara me identifiquei desta maneira: ‘Sou Maria Goretti, assessora de comunicação da Águas de Nova Friburgo. Não sei se o senhor se recorda de mim’. Eu me referia ao trabalho de jornalista de tevê, a que me dedicara por tantos anos, e que interrompi por volta de 2005 para lecionar na Universidade Estácio de Sá.
Inocência minha! o Sr. Laercio imediatamente lembrou, não só de mim, mas também do nome da minha sogra, a advogada e ex-procuradora do INSS, Coeli Uzeda Saturnino Braga, que anos atrás pedira a ele uma chance para a nora recém-formada exercer a profissão no jornal tão respeitado e tradicional da cidade. ‘Você não quis trabalhar aqui’, completou ele. Fiquei encantada com a memória do Sr. Laercio, que me possibilitou recordar a minha volta a Nova Friburgo e a carreira que escolhi, repórter de TV. ‘Por isso, nunca trabalhamos juntos, Sr. Laércio’, expliquei em seguida. Mas tive o cuidado de completar: ‘Com certeza,  teria aprendido muito sobre a profissão se tivesse passado pela redação do A Voz da Serra’.
Falei movida pelo respeito que sempre tive por todos do jornal. Tenacidade, integridade e amor a Nova Friburgo nortearam os que ali passaram ou continuam até hoje.
A história do Sr. Laercio Ventura e da equipe do jornal A Voz da Serra se confunde com a história de Nova Friburgo. Laercio Ventura, filho de Américo Ventura, fundador do jornal, irmão da jornalista Dalva Ventura e primo do jornalista Zuenir Ventura foi um vitorioso. Sobreviveu às mudanças políticas e às crises econômicas.
Aos 82 anos e com a saúde debilitada nos últimos dias, continuou à frente da direção do jornal. Claro, ele nunca desistiria. Uma distração dele e alguém lá do alto se aproveitou para levar um vitorioso empreendedor, para administrar lá de cima as notícias de amor a uma das suas grandes paixões—Nova Friburgo.
Como jornalista, meus respeitos à equipe do A Voz da Serra.
À família, meu sincero pesar.”
Maria Goretti de Rezende Saturnino Braga, jornalista


Dalva e demais amigos de AVS
“Recebi com o coração apertado a triste notícia do falecimento do Laercio.
Nova Friburgo perde uma das suas mais representativas personalidades; um baluarte da notícia verdadeira e da liberdade de expressão.
Eu, como muitos friburguenses, perco um amigo que tanto admirava.”
Ordilei Alves da Costa


A voz cala. O legado gritará para sempre!
“Laercio Ventura. Um bem-aventurado na arte de fazer amigos, de descobrir talentos e de oportunizar chances a pessoas. Dono de uma voz rouca, frágil até, que ao longo dos anos de convivência, nunca ouvir subir de tom, conseguiu a proeza de por 40 anos ecoar os anseios de toda uma cidade e região, fazendo jus ao nome do jornal que herdou do pai: A Voz da Serra.
Homem simples, paciente, mas de visão aguçada, conhecia como poucos o ser humano. Ouvia mais que falava, mas era procurado insistentemente por todos quantos precisavam de um conselho, de uma orientação, de luz sobre questões por vezes nebulosas.
Herdou uma empresa, mas conquistou respeito com seu trabalho. Herdou um jornal, mas desbravou todo um segmento profissional, abrindo portas a gerações de jornalistas. Herdou um veículo de comunicação, mas ocupou espaço como instrumento de uma sociedade que sempre encontrou nas páginas de AVS um megafone para suas reivindicações.
Tinha humor afiado, sarcástico e inteligente. Foi um apaixonado. Pela família, pelos amigos, pela cidade, pelo jornal, pelo Fluminense. Mas, sobretudo, pela vida. Devia ter seus medos como qualquer outro mortal, mas nunca fez questão de se mostrar fraco para mendigar consolo.
Sua voz se cala agora, cumprindo o ciclo natural da vida. Mas seu legado ecoara eternamente, transformando o empresário e jornalista num mito, em alguém que somente o tempo e o desenrolar da história poderão assumir a incumbência de revelar, integralmente, sua importância para Nova Friburgo.
Para minhas filhas e netas, um dia, terei o orgulho de contar que boa parte da minha história (e, seguramente, uma das melhores partes) foi escrita com a ajuda de Seu Laercio. Frases ditas por ele a mim continuam norteando meus passos e motivando minha carreira.
Muitos se gabam de títulos acadêmicos e reconhecimentos institucionais que suas carreiras profissionais colecionam. Eu, entretanto, escolho manter no coração tão-somente a honra de dizer que fui repórter e aluno de Laercio Rangel Ventura.”
Daniel Galvão


Calou-se A Voz Oficial da Serra

“Através dos passos alternados de perda e ganho, 
silêncio e atividade, nascimento e morte,
eu trilho o caminho da imortalidade.”
Deepak Chopra

“Morreu Laercio Ventura, e com ele, morre um pouco da história de Nova Friburgo. Jornalista da linhagem dos “Ventura”, dignificou o legado que recebeu de seu pai, Américo Ventura Filho. 
Entre as grandes qualidades pessoais de Laercio distingue-se ter sido sempre um amigo leal e solidário a todos os seus. Era também um profissional benevolente, que tinha grande prazer em ajudar a todos que se aproximavam. Conhecedor da história da cidade e de seus personagens, comumente antevia conclusões de fatos relevantes.
Dirigiu o jornal A Voz da Serra, o mais importante veículo de comunicação impressa da região Centro Norte Fluminense, até o seu último dia de vida com imensa dignidade. Cumpriu essa missão com excelência e caráter. Tinha um imenso respeito pelo seu jornal e pela linha editorial na qual colocava o interesse de Nova Friburgo acima de qualquer coisa. A Voz da Serra, um diário que vem sobrevivendo heroicamente em Nova Friburgo, apesar dos expressos sanguinários da vida e até da insensibilidade de muitos friburguenses.
Também era um entusiasta de nossa terra. Estimulador e grande apoiador de todas as boas ideias. Lembro-me que foi ele quem mais me incentivou a levar avante a ideia de criação do Festival de Inverno de Nova Friburgo e foi o primeiro a apoiar o evento em suas páginas. A transformação da Fevest em feira de lingerie também teve um grande apoio dele. Devo dizer, e isso só me ocorre agora, que em nossos mais de 30 anos de convivência nunca recebi um “não” dele, só palavras de incentivo, de estímulo, de coragem, de solidariedade. 
Atendendo ao pedido de outro grande amigo, Lúcio Flavo, também um grande colaborador de AVS e um dos melhores amigos do Laercio, escrevo este texto, porém sinto-me apequenado. A importância de Laercio Rangel Ventura para Nova Friburgo merecia uma homenagem da lavra de um Carlos Drummond de Andrade, de um Mário Quintana, de um Machado de Assis, não de um modesto pensador como eu, porém, se hoje sei que amo a minha terra, a minha Nova Friburgo, tenho que agradecer a convivência com um homem do quilate de Laercio, que foi quem me ensinou a entender a riqueza da história friburguense.
Vá em paz meu amigo. Nova Friburgo durante muito tempo estará órfã de sua voz que tanto a enalteceu, tanto a dignificou.”
Henrique Cordeiro Correia


“Conheci Laércio através de Mekinho, seu filho, Éramos vizinhos e por um tempo estudamos juntos; um acidente de carro tirou-lhe a vida, muito cedo, ainda na adolescência.
Os vizinhos mudaram de endereço e perdi contato com a família. Passados treze anos, Paulo Azevedo é eleito prefeito (1988), convidou-me, então um jovem advogado, aos 28 anos, para ocupar o cargo de secretário-geral da prefeitura. Certo dia, após a posse, marca um almoço com Carlinhos Rosenberg, coordenador de marketing de sua campanha, e Laercio Ventura. Acompanhei o Prefeito. O restaurante escolhido foi o Plataforma Caledônia. O garoto de ontem estava próximo de sentar-se à mesa com o Diretor do Jornal A Voz da Serra.
Passados 13 anos, estava eu ali almoçando com o pai do meu amigo. Paulo apresentou-me formalmente; foi instantâneo, ele reconheceu-me e de lá para cá desenvolvemos uma relação diferente. Amigo quando tinha que ser amigo, confessor, conselheiro, irmão, e pai e filho. Sempre tive a sensação que ele me protegia. Não tinha tamanho seu carinho para com a Candido Mendes e pelas iniciativas como a Orquestra e a Escola de Gastronomia, Gazé que o diga.
Foi o meu maior incentivador na vida pública. Projetou-me a tal ponto que cheguei a pensar que poderia prosseguir na escalda após ser vice-prefeito. Frustrei-o, não tive habilidade ou competência política.
Certa vez, fiz uma viagem de navio e ao retornar relatei-a detalhadamente a Laercio, mostrei-lhe as fotos e descrevi as maravilhas daquele passeio, e que ele não poderia perder, e que no próximo iríamos juntos. Sei que ele se encantou pela ideia e nos últimos anos fez pelo menos 10 viagens, ou seja, todo verão lá estava ele, era sua única excentricidade. Ele adorava aquele passeio, juntava suas economias para programar o próximo ano, e por ironia do destino, tinha uma viagem marcada para esses dias.
Ao lado de sua Zezé, viveu intensamente uma história de amor. Tinha uma verdadeira paixão e medo de perdê-la, por vezes me confidenciara que não saberia viver sem Maria José. Por alguns anos temperava o seu romantismo assistindo ao show de Roberto Carlos no Canecão no Rio. Contratavam um motorista de táxi e lá ia o casal romântico. Foram muitas e muitas vezes, e com que carinho descrevia aqueles programas.
A preocupação com Adriana e os netos era frequente. Não media esforços para que estivessem bem, contava com orgulho suas conquistas, quando vinham a Friburgo, nada era mais importante do que almoçar com os netos, desmarcava qualquer outro compromisso, já que por muitos anos moraram fora do país.
Ao longo dos últimos anos, almoçávamos quase todas as semanas juntos, mais recentemente tínhamos o grupo das Quintas, Laercio, Baptista, Lucio, Walter, no Chimarron do Centro todos o conheciam e o tratavam como fosse alguém da casa, faziam sua omelete de clara de ovos, traziam-lhe sua coca zero e ao final a banana assada. Queria sempre pagar a conta, era uma briga, tínhamos que correr e pagar na frente.
Laercio era um homem de hábitos simples, gostava de Cabo Frio, onde se refugiava num ou outro final de semana, na estrada não havia tempo ruim para ele, encarava como ninguém uma Via Lagos, em dias de sol, passava o sábado inteiro na praia, retornando para casa, somente no final da tarde, início da noite, e olha que não gostava de peixe.
Quase que ia esquecendo outra grande paixão: o Fluminense. Conhecia de tudo do Fluzão—tinha em sua sala em casa um espaço destinado ao time das laranjeiras, dezenas de souvenires, como um diploma de sócio torcedor na parede. Chegava ao ponto de pendurar a bandeira do tricolor na janela e deixar lá um bom tempo. Quem passasse pela Via Expressa poderia identificar o apartamento do Laercio.
Trabalhou até o último dia, foi um guerreiro, nunca sucumbiu à adversidade, sua relação com o Jornal era viva, foi uma bandeira de altivez e dedicação profissional frente ao seu diário. Por certo seus colegas de trabalho estão de luto: não perderam um chefe, mas sim, um membro próximo da família. Cada um sabe como Laercio foi importante ao seu jeito para eles.
O velho Lelé se dedicou integralmente a Nova Friburgo, não há nesta cidade instituição que não tenha recebido o seu prestigio, em notas, em divulgação, em cobertura.
Lamentavelmente, sinto dizer que nossa cidade ficou mais pobre, perdemos um Líder, um Exemplo e um Amigo.
“Naquela mesa tá faltando ele, a saudade dele, está doendo em mim...”
Roosevelt Concy


“Nova Friburgo perde uma das suas figuras mais expressivas e importantes para o meio de comunicação: o amigo Laércio Ventura.
Graças a ele a cidade permanece com um jornal de qualidade, que se mantém até hoje com publicações diárias. A história de Nova Friburgo dificilmente seria a mesma se não tivéssemos uma pessoa com tal competência à frente do jornal A Voz da Serra.
A Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Nova Friburgo (Acianf) agradece por cada divulgação, apoio e carinho que sempre recebeu do estimado Laércio. Ele jamais negou a publicação de nossas matérias (independente de remuneração) e, desta forma, contribuiu de maneira significante para o desenvolvimento de nossa entidade.
Nós o aplaudimos por toda sua trajetória de vida! Deus o abençoe.”
Claudio Verbicário, presidente Acianf

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