Amine Silvares
Os dirigentes do Conselho Municipal de Segurança (Conseg) se reuniram na noite de quarta-feira, dia 15, para jantar de confraternização de fim de ano e um balanço do ano de 2010. No evento também estiveram presentes Zury Maurer e Antônio Carlos Celles Cordeiro, ex-presidentes do Conselho; Celso Novaes, o novo superintendente da Autran; Salomão Bernstein, diretor do Instituto Girasol; Christian Portugal, superintendente da Concessionária Águas de Nova Friburgo; e Myrthes Godoy, jornalista.
Antes do jantar, o presidente do Conseg, Rodrigo Guimarães, falou à reportagem de A VOZ DA SERRA sobre o ano de 2010 e o que está sendo planejado para 2011 para melhorar a segurança em Nova Friburgo.
Quais metas estabelecidas para 2010 foram atingidas e o que vem para 2011?
“Este ano nós temos o orgulho de ter conseguido sensibilizar a população friburguense em relação à violência no trânsito. O trânsito de Friburgo tem sido extremamente violento. O crescimento da população e da quantidade de carros na cidade é assustador e, com isso, há muitos acidentes, principalmente envolvendo motocicletas. O mais impactante é que esses acidentes se tornam uma questão de saúde pública. Um acidentado ocupa um leito de hospital por mais de cinco meses e gasta um dinheiro absurdo, dinheiro que poderia ser investido no tratamento de doenças graves e melhorias no atendimento da população nos hospitais. Essa conscientização mais ampla da violência no trânsito realmente nos orgulha. Também fizemos um Fórum de Segurança em Friburgo, exclusivamente sobre trânsito, com autoridades de fora e especialistas que enriqueceram o debate. Conseguimos reunir as autoridades e temos um plano para o ano que vem, para aumentar a prevenção junto às entidades civis organizadas e população. Queremos incrementar a campanha do trânsito. Temos feito muitas reivindicações em relação à manutenção dos policiais formados em Friburgo, para que eles permaneçam na cidade, e implantação de sistema de monitoramento por câmeras pela cidade, além dos velhos pleitos, como a construção da Delegacia Legal, que deve acontecer no início do ano que vem”.
E em relação à Delegacia da Mulher e à Casa de Custódia?
“A Delegacia da Mulher está planejada para ser no mesmo local que a Delegacia Legal, no andar de cima. Em relação à Casa de Custódia, a cidade teve um debate muito grande. Imaginamos que essa discussão vai ter um final feliz, pois a comunidade está esclarecida sobre o assunto. O que nós defendemos é a construção de uma casa de custódia nos moldes adequados para Nova Friburgo. Não queremos ser um depósito de custodiados de outras regiões. Temos cidades próximas das quais sempre fomos o centro, este não é o maior problema. O que não queremos é uma Casa de Custódia feita para 500 pessoas, quando nossa região não tem mais do que 200 presos. Não concordamos com isso. Essa é uma briga que a cidade inteira precisa participar. Precisamos de uma Casa de Custódia e não podemos fechar os olhos para isso. O maior ganho da comunidade foi ter conseguido desvincular a construção da Delegacia Legal e da Delegacia da Mulher da construção da Casa de Custódia”.
A violência no Rio pode chegar a Nova Friburgo? Existe algum plano para barrar a entrada de criminosos?
“O Conseg é formado por cidadãos comuns. Receio, todo mundo tem. Nossa cidade possui algumas vulnerabilidades. Não temos serviço de monitoramento por câmeras, temos policiamento escasso. Estamos trabalhando para trazer o monitoramento para a cidade, manter os policiais formados aqui”.
Sobre a parceria com a Autran, o que muda com a entrada do Celso Novaes?
“Ficamos muito felizes com o retorno do Celso para a Autran. Há muitos anos ele lida com o trânsito e sofre com isso também. Quando a gente sofre com uma coisa, acaba aprendendo. Temos muita confiança na sua experiência e austeridade. Ele está buscando impedir que a política influencie na administração do trânsito. É uma situação complexa e precisa ser desvinculada da política. A vida política não pode influenciar na atuação dos agentes de trânsito. Acreditamos que o Celso vai conseguir organizar o tráfego na cidade”.

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