Na tarde da última sexta-feira, 31 de maio, o plenário do Senado aprovou o projeto que prevê a realização de um plebiscito sobre a criação de mais dois novos estados brasileiros. O atual estado do Pará — se a população paraense aprovar a consulta — seria dividido e desmembrado em três: estado do Tapajós, a oeste do estado paraense, cuja a capital seria Santarém; o de Carajás no sul e sudeste do atual Pará e sua capital seria a cidade de Marabá e o próprio Pará, no norte do estado atual, que continuaria tendo Belém como capital.
Porém, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), esses novos estados seriam inviáveis economicamente. Os gastos girariam em torno de R$ 5,1 bilhões por ano aos cofres federais. Tendo em vista os cálculos de projeção para a arrecadação de impostos desses novos estados ainda sim haveria um déficit anual de R$ 2,16 bilhões, cobertos pelo governo central. Além do custo de manutenção da máquina pública, o Ipea prevê ainda grandes gastos com a construção de prédios governamentais e obras de infraestrutura. Além do estado do Pará, tramitam no Congresso brasileiro outras propostas afins, como a divisão do estado do Amazonas.

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