Começa a retirada de postes que estavam no caminho da via compartilhada

Operação teve início no último domingo, na Avenida Costa e Silva. No próximo dia 17, outros quatro serão retirados na Santos Dumont
segunda-feira, 28 de outubro de 2019
por Fernando Moreira (fernando@avozdaserra.com.br)
Um dos postes sendo retirado (Divulgação PMNF/ Leonardo Vellozo)
Um dos postes sendo retirado (Divulgação PMNF/ Leonardo Vellozo)

 

Sem alarde, a Prefeitura de Nova Friburgo solicitou e a concessionária Energisa de energia elétrica iniciou no último domingo, 27, a retirada de oito postes da via compartilhada para ciclistas e pedestres nas calçadas das avenidas Presidente Costa e Silva e Santos Dumont, nas margens do Rio Bengalas, no Centro. Apesar de ter sido realizado num domingo, dia em que o movimento de veículos circulando é bem menor que nos dias de semana, a intervenção causou algumas retenções no trânsito.

Segundo nota enviada pela Energisa à redação de A VOZ DA SERRA, somente no domingo quatro postes foram realocados na Avenida Presidente Costa e Silva entre 9h e 16h. Ainda de acordo com a concessionária, “para a conclusão dos serviços, no próximo dia 17 de novembro (também um domingo), está prevista a realização de mais uma intervenção  em atendimento à prefeitura para a realocação de outros quatro postes na Avenida Santos Dumont”.

A VOZ DA SERRA já havia alertado para o problema

Na edição de 2 de agosto, A VOZ DA SERRA listou uma série de problemas apontados por pedestres e ciclistas logo após o início das obras, em meados de julho. Na ocasião, além dos postes no meio do caminho, os questionamentos eram sobre a “disputa de espaço” entre ciclistas e pedestres, a largura da calçada, a falta de uma grade de proteção e as condições da própria calçada.

À época, em entrevista exclusiva ao jornal, o subsecretário de Projetos da prefeitura, Sérgio Abi-Râmia, não via fundamento nas reclamações de ciclistas e pedestres: “Existem três postes na Avenida Costa e Silva e eles não foram diagnosticados como factíveis de remoção por dois motivos: primeiro porque são de alta tensão e o terreno para onde poderiam ser removidos (margem do rio) é instável”.

No entanto, dias depois, a Fender Engenharia, empreiteira responsável pela obra da via compartilhada às margens do Rio Bengalas, iniciou a construção de pequenos desvios justamente nos locais onde haviam postes no meio do caminho.

“Nos reunimos com representantes da empreiteira esta semana para que seja feito o desvio nos postes de forma correta, que não é aquela meia-luazinha que vimos”, disse o secretário da Casa Civil, Walter Thuller, à redação de A VOZ DA SERRA, em 8 de agosto.

Agora, quase três meses depois, a prefeitura solicitou à Energisa que realocasse os postes que ficariam no caminho da via compartilhada, reconhecendo um problema já detectado pela população friburguense no início dos trabalhos.

A via compartilhada

A via compartilhada é a que já está em construção e é assim chamada porque ciclistas vão dividir o espaço com pedestres. Não haverá divisão entre faixa para ciclista e faixa para pedestre. O trecho compartilhado vai do trevo de Duas Pedras até a Rua Padre Yabar, onde começará a ciclovia, exclusiva para ciclistas, que irá contornar uma faixa da Avenida Euterpe Friburguense até a ponte da Rua Sete de Setembro (em frente ao largo do bar Barbatana).

Já a via partilhada será construída da ponte da Rua Sete de Setembro até a altura da Igreja Luterana, no Paissandu. Ela é chamada partilhada porque terá uma faixa exclusiva para ciclistas, pintada de vermelho, e outra, separada, para pedestres. Quem passa atualmente pela Avenida Galdino do Valle Filho (do Clube de Xadrez à Luterana) já deve ter observado que a calçada que margeia o rio possui antigas faixas para pedestres e ciclistas. Elas serão reaproveitadas.

O projeto vai custar aos cofres municipais R$ 999 mil e deve ser concluído pela Fender Engenharia até o fim de novembro. O governo, contudo, já anunciou que tem planos de construir outras ciclofaixas, de Duas Pedras a Conselheiro e do Cônego ao Centro, criando uma grande rede que ligaria o município de uma região a outra.

 

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